Corinthians empata com o Grêmio e é rebaixado para a Série B

Resultado faz a equipe alvinegra, pela primeira vez em sua história, disputar a Segunda Divisão do Brasileirão

02 Dezembro 2007 | 18h19

O Corinthians vai disputar a Série B do Campeonato Brasileiro de 2008. Pela primeira em sua história de quase 100 anos, e numa competição oficial, a equipe cai para uma divisão inferior após o empate por 1 a 1 contra o Grêmio, no Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS), e a vitória do Goiás por 2 a 1 sobre o Internacional, ficando assim na 17.ª posição na classificação. Junto com ele, caem Paraná, Juventude e América-RN. Veja também:  Classificação final  Os resultados do campeonato  O contraste do Corinthians campeão e do agora rebaixado  O dia de sofrimento e da queda corintiana  Vote: de quem é a culpa pelo rebaixamento? O clube colecionou falhas de todos os lados. A parceria com a MSI, que já havia feito água em 2006, virou caso de polícia em 2007. Sem o dinheiro da parceria-fantasma, o Corinthians de Alberto Dualib e Nesi Curi minguou: montou um time fraco, provavelmente o mais fraco que já vestiu o glorioso uniforme alvinegro. O Corinthians fez de tudo para atrasar a partida e jogar sabendo dos resultados. Tanto que o jogo começou 19 minutos atrasado e Nelsinho surpreendeu ao escalar quatro volantes - Carlos Alberto, Vampeta, Moradei e Bruno Octavio - mais Clodoaldo no ataque, já que Wilson sentiu contusão. Clodoaldo se dizia tranqüilo. "Ao longo da competição vinha trabalhando, às vezes muito aproveitado, às vezes pouco, mas estou aí para fazer o melhor", dizia o atacante quando foi confirmado no time. E ele fez o possível. O problema era que a bola não chegava ao ataque do Corinthians. Lulinha, isolado, quando pegava na bola só tinha a opção de carregá-la. GRÊMIO 1 Marcelo Grohe; Patrício, William, Léo e Bustos (Anderson Pico); Willian Magrão    , Diego Souza, Ramon (Sandro Goiano) e Tcheco (Tuta     ); Jonas     e Marcel Técnico: Mano Menezes CORINTHIANS 1 Felipe; Zelão    , Betão e Fábio Ferreira; Carlos Alberto, Vampeta (Heverton    ), Moradei, Bruno Octavio     (Arce) e Éverton Ribeiro (Ailton); Lulinha e Clodoaldo     Técnico: Nelsinho Baptista Gols: Jonas, a 1, e Clodoaldo, aos 30 minutos do primeiro tempo Árbitro: Alício Pena Júnior (MG) Renda e Público: Não disponíveis Estádio: Olímpico, em Porto Alegre (RS) No Grêmio, o começo fulminante - 1 a 0 com gol de logo a um minuto de jogo, com Jonas, de cabeça, aproveitando o cruzamento de Bustos em cobrança de falta - deixava claro que o time gaúcho tinha melhor condição técnica. Mas, quem pensava que a ducha fria corintiana seria esse gol, se enganou. A equipe cresceu quando o Internacional fez 1 a 0 em Goiânia. Foi quando o Goiás marcou que o time se incomodou? Não, porque o sofrimento foi breve: o time conseguiu empatar com Clodoaldo, aos 30 minutos, se jogando na bola cruzada por Carlos Alberto pela direita - lançada por Vampeta -, desviando de pé esquerdo antes de Patrício. Mas os quatro volantes do meio-campo não serviam para garantir pressão ofensiva. Quando saiu o segundo gol do Goiás, de pênalti - após duas cobranças que voltaram - o time corintiano aí sim desanimou. E a falta de força ofensiva pesou. Não conseguiu criar chance de gol e não o fez. Com o empate, resta pensar na volta à divisão principal no ano que vem. A torcida gremista, que viveu a Segunda Divisão em 2004, foi à forra. Os 3 mil corintianos en Porto Alegre ficaram por muito tempo nas arquibancadas após o apito final de Alício Pena Júnior. Calados, tristes, desesperados, incrédulos, arrasados. Em 2008, vão ter de encarar a Série B.

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