Arquivo/AE
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Há 40 anos, o Corinthians acaba com o maior jejum de sua história

História mostra que Basílio, autor do gol salvador, já havia tido outro grande feito diante da própria Ponte Preta

Wilson Baldini Jr. e Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

13 Outubro 2017 | 07h00

O histórico gol do Corinthians na final de 1977, que acabou com um jejum de 23 anos sem títulos da equipe de Parque São Jorge, completa 40 anos. Poderia ter sido feito pelo lateral-esquerdo Wladimir, mas a bola bateu na cabeça do zagueiro Oscar, ou poderia ter consagrado o ponta-direita Vaguinho, mas o chute acertou o travessão do goleiro Carlos.

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O destino quis que a bola encontrasse na grande área o pé direito do meia Basílio, que emendou com rara felicidade, aos 36 minutos da etapa final para delírio dos 86.677 torcedores no estádio do Morumbi.

Mas a história dos jogos entre Corinthians e Ponte Preta revelava que Basílio já tinha em seu currículo um outro gol de muita importância.

Foi no Brasileiro de 1976, no Pacaembu.

Naquela época uma vitória por dois gols de diferença garantiam três pontos. O Corinthians vencia por 1 a 0, gol de Neca, e precisava do segundo gol. Aos 49 minutos do segundo tempo, Basílio escapou pela direita e bateu estranho. A bola pegou um efeito e encobriu o goleiro Moacir, para explosão dos quase 50 mil corintianos presentes ao estádio.

Basílio ainda mostrara seu gosto por marcar gols contra a Ponte Preta no mesmo ano de 1977. Uma vez antes da decisão, durante os jogos de classificação do Campeonato Estadual, o camisa 8 marcara na derrota por 2 a 1, no Pacaembu, com 67.543 espectadores, recorde oficial de público do estádio. Parraga e Wanderley fizeram os gols do time de Campinas.

Basílio jogou no Corinthians de 1975 a 1981. Atuou em 253 jogos e marcou 29 gols. Foi campeão paulista também em 1979, ao lado de Sócrates e Palhinha. Assumiu o cargo de técnico em 1987, 1989, 1990 e 1992.

Hoje, às 19h30, os heróis de 1977 serão homenageados no Parque São Jorge.

 

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