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Copa 2014

'Costa Rica deixa a Copa de cabeça erguida', diz Keylor Navas

AE - Agência Estado

06 Julho 2014 | 10h 37

Para o goleiro costarriquenho, um dos grandes destaques da seleção, a equipe pode voltar para casa de cabeça erguida

A Costa Rica chegou ao Brasil como uma das principais candidatas a saco de pancadas da Copa do Mundo. No grupo da morte, ao lado de Uruguai, Itália e Inglaterra, poucos pensavam que a seleção pudesse sequer pontuar. Mas o time caribenho surpreendeu. Não só pontuou como terminou a primeira fase na ponta da chave. Depois, passou pela Grécia nas oitavas e só caiu nas quartas, no último sábado, 5, nos pênaltis, depois de empatar em 0 a 0 com a Holanda no tempo normal e na prorrogação.

A bela trajetória costarriquenha confortou os jogadores no momento de tristeza pela eliminação. Para o goleiro Keylor Navas, um dos grandes destaques da seleção, por exemplo, a equipe pode voltar para casa de cabeça erguida, até porque superou o melhor resultado do país em um Mundial, que havia sido as oitavas de final na Itália, em 1990.

Sérgio Moares/Reuters
Costa Rica não perdeu nenhuma partida no Mundial

"Esta Copa do Mundo foi uma grande experiência e estamos deixando-a com nossas cabeças bem erguidas. Todo mundo fez um bom trabalho. Nós deixamos tudo no campo. Ninguém gosta de perder e é difícil. Mas não perdemos nenhuma partida, a disputa de pênaltis não é uma derrota", declarou o goleiro.

De fato, a Costa Rica não perdeu nenhuma partida no Mundial. Ganhou de Uruguai e Itália e empatou com Inglaterra, Grécia e Holanda. A incrível campanha de uma seleção com tantos jogadores desconhecidos do grande público surpreendeu a todos, menos aos próprios atletas costarriquenhos.

"Nós queríamos surpreender o mundo e a Costa Rica também. Queríamos fazer história e acho que alcançamos isso com tudo que fizemos", disse o zagueiro Giancarlo González. "Nós ganhamos o apoio da torcida brasileira, que acabou se identificando com nossa forma de jogar, e daqueles que vieram de casa para nos assistir. Eles deram 100% nas arquibancadas e nós fizemos o mesmo em campo."

Umaña, que perdeu o último pênalti diante da Holanda, defendido por Krul, também exaltou a campanha, mas lamentou a queda costarriquenha. "O fato é que tínhamos grandes esperanças de fazer uma grande Copa e conseguimos atingir muitos de nossos objetivos iniciais. Infelizmente não chegaremos até o fim. Futebol é assim, difícil, e algumas vezes você perde."

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