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Copa 2014

Costa Rica e Grécia duelam para fazer história na Copa

Daniel Batista - Agência Estado

29 Junho 2014 | 07h 46

Maiores surpresas da Copa derrubaram os prognósticos e jogam neste domingo, 29, a classificação para as quartas, em Pernambuco

Antes de começar a Copa, falar que Costa Rica e Grécia fariam umas das oitavas de final soaria como piada. A expectativa era ver a Itália ou a Inglaterra no lugar dos costa-riquenhos e Colômbia ou Costa do Marfim na vaga dos gregos. Mas as duas maiores surpresas da Copa derrubaram os prognósticos e jogam neste domingo, 29, a classificação para as quartas, às 17 horas, na Arena Pernambuco, no Recife.

O motivo da descrença em ambos é simples. A Costa Rica era o "patinho feio" em um grupo onde havia os poderosos Uruguai, Itália e Inglaterra. Já os gregos apostam tudo na defesa. Para se manter vivos na Copa, os dois times adotam discursos bem distintos.

Mircea Rosca/AFP
As duas seleções nunca conseguiram chegar às quartas de um Mundial

Na Costa Rica, é mantida a política de pés no chão. Mas por enfrentarem a Grécia, o adversário com menos tradição enfrentado por eles até agora neste Mundial, alguns jogadores não disfarçam o contentamento. "De todos, creio que a Grécia era quem a gente preferia enfrentar", admitiu o atacante Cristian Bolaños.

A retranca grega parece incomodar muita gente, incluindo o técnico Fernando Santos, que não gosta de ouvir falar que sua equipe é defensiva. "Acho que as pessoas querem que a gente toque uma música erudita, mas não temos Beethoven, nem Bach. Temos de tocar bumbo", comparou o treinador português. Em três jogos, a Grécia marcou apenas dois gols.

As duas seleções nunca conseguiram chegar às quartas de um Mundial. Por isso, o jogo está sendo tratado como o mais importante da história para os dois lados. "Eu não durmo direito antes de grandes jogos e esse é especial", disse o meia Giorgos Karagounis.

Para chegar à tão sonhada classificação, as duas seleções não devem fazer grandes mudanças nas equipes. A Costa Rica aposta no rápido toque de bola e nas jogadas individuais de Joel Campbell e Bryan Ruiz, autor do gol da vitória sobre a Itália por 1 a 0. Já a Grécia tem como arma principal a bola aérea, pois tem um time alto. Na frente, a esperança está nos pés de Samara, enquanto a defesa conta com Manolas como organizador.

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