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Copa 2014

Costa Rica e Grécia duelam para fazer história na Copa

Maiores surpresas da Copa derrubaram os prognósticos e jogam neste domingo, 29, a classificação para as quartas, em Pernambuco

Antes de começar a Copa, falar que Costa Rica e Grécia fariam umas das oitavas de final soaria como piada. A expectativa era ver a Itália ou a Inglaterra no lugar dos costa-riquenhos e Colômbia ou Costa do Marfim na vaga dos gregos. Mas as duas maiores surpresas da Copa derrubaram os prognósticos e jogam neste domingo, 29, a classificação para as quartas, às 17 horas, na Arena Pernambuco, no Recife.

O motivo da descrença em ambos é simples. A Costa Rica era o "patinho feio" em um grupo onde havia os poderosos Uruguai, Itália e Inglaterra. Já os gregos apostam tudo na defesa. Para se manter vivos na Copa, os dois times adotam discursos bem distintos.

As duas seleções nunca conseguiram chegar às quartas de um Mundial
As duas seleções nunca conseguiram chegar às quartas de um Mundial

Na Costa Rica, é mantida a política de pés no chão. Mas por enfrentarem a Grécia, o adversário com menos tradição enfrentado por eles até agora neste Mundial, alguns jogadores não disfarçam o contentamento. "De todos, creio que a Grécia era quem a gente preferia enfrentar", admitiu o atacante Cristian Bolaños.

A retranca grega parece incomodar muita gente, incluindo o técnico Fernando Santos, que não gosta de ouvir falar que sua equipe é defensiva. "Acho que as pessoas querem que a gente toque uma música erudita, mas não temos Beethoven, nem Bach. Temos de tocar bumbo", comparou o treinador português. Em três jogos, a Grécia marcou apenas dois gols.

As duas seleções nunca conseguiram chegar às quartas de um Mundial. Por isso, o jogo está sendo tratado como o mais importante da história para os dois lados. "Eu não durmo direito antes de grandes jogos e esse é especial", disse o meia Giorgos Karagounis.

Para chegar à tão sonhada classificação, as duas seleções não devem fazer grandes mudanças nas equipes. A Costa Rica aposta no rápido toque de bola e nas jogadas individuais de Joel Campbell e Bryan Ruiz, autor do gol da vitória sobre a Itália por 1 a 0. Já a Grécia tem como arma principal a bola aérea, pois tem um time alto. Na frente, a esperança está nos pés de Samara, enquanto a defesa conta com Manolas como organizador.

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