Cristiano e Messi dentro

Mundial terá dois dos maiores astros da atualidade. Que bom para quem gosta do futebol!

Antero Greco, O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2017 | 04h00

Havia tensão, nesta terça-feira, em torno do destino de dois astros. Cristiano Ronaldo e Messi corriam risco de ficar fora do Mundial, pela situação em que suas respectivas seleções chegaram à rodada derradeira das Eliminatórias, na Europa e na América do Sul. Fim de dia e de preocupações para os amantes do esporte: Portugal e Argentina se classificaram diretamente, sem sequer necessidade de repescagem. Os dois poderão continuar, na Rússia, o duelo que travam há anos pela hegemonia na bola.

A dupla do barulho terá também a companhia de outros ídolos, como os brasileiros Neymar e Gabriel Jesus (mas a seleção nadava de braçada há algum tempo), os uruguaios Cavani e Suárez (a vaga foi confirmada ontem), os argentinos Dybala, Dí Maria, o francês Griezman, o espanhol Iniesta. Até o peruano Guerrero está na parada, mas tem Nova Zelândia para superar. 

Ou seja, muitos dos jogadores que empolgam plateias no varejo, no dia a dia, estarão na maior festa do futebol. Rivalidades à parte, a Copa só se robustece, com equipes fortes e com os fora de série. Eles aumentam a competitividade e, por extensão, a emoção. 

A tarefa portuguesa não era das mais suaves, tampouco extraordinária. Precisava ganhar da Suíça em casa – e o fez, mesmo sem gol de Ronaldo. Já a Argentina... foi para Quito com a sombra da eliminação a pesar-lhe sobre os ombros. E, para aumentar a apreensão, tomou gol logo de cara. Estava formado o quadro para uma tragédia.

Então brilhou o craque, como se espera nas epopeias. Messi estava em jornada com “espírito de Barcelona”, onde dá as cartas como quer. E isso foi suficiente para que liquidasse com os equatorianos, com três belos gols, à altura de seu enorme talento. A Argentina passou sufoco, nesta etapa, pelos erros cometidos, por falhas de planejamento. Por bobagens de cartolas. Poeira sacudida, agora pode preparar-se adequadamente. E vai dar trabalho.

E que venha a Argentina, oras!

FECHO DE OURO

Impecável o encerramento da participação brasileira. Nada da bobagem de ser displicente diante do Chile, o que eventualmente prejudicaria a Argentina. O time de Tite jogou como quem pretende ser protagonista na Rússia: mesmo sem ser brilhante, e com faltas acima da média, fez 3 a 0, e despediu com classe, diante do público que pagou caro para ir ao Allianz Parque (40 mil pessoas, renda de mais de R$ 15 milhões). Gabriel Jesus, em casa, fez dois gols e se consolida como promessa para a Copa.

 

FUTEBOL DAQUI

Passada a febre, olhemos para nosso quintal, para a retomada do Brasileiro, que entra na etapa de arrancada final da temporada. Se até semanas atrás parecia morno, ao menos no que se refere ao topo, agora a temperatura subiu. Mais por queda de desempenho do Corinthians do que por crescimento dos concorrentes. O líder tem folga de 8 pontos sobre o Santos, mas não anda com vida fácil no returno. Com meio time fora, precisará mostrar, diante do Coritiba, penúltimo colocado, que reencontrará o ponto de equilíbrio. Oscilação tem sido o maior pecado.

Tensão também em BH, onde o Atlético-MG recebe o São Paulo. O Galo deu uma reagida, com Oswaldo de Oliveira, mas não se firmou. O Tricolor saiu da zona do rebaixamento, na rodada anterior, melhora, apesar das limitações e instabilidade. O lado bom: depende só de suas forças para espantar o “mal”. 

 

BÊNÇÃO

Este espaço é ecumênico e respeita todos os credos. Assim, com permissão do amigo leitor, com humildade e emoção pede a bênção para Nossa Senhora Aparecida, na festa dos 300 anos da aparição da imagem da padroeira do Brasil. Que a santa nos proteja e traga luz para o País. Precisamos muito.

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