Cruzeiro busca reabilitação no Paraná

Com 23 pontos, o Cruzeiro tenta manter a liderança isolada da Copa Sul-Minas contra o Paraná Clube, nesta quarta-feira à noite, em Curitiba, e também reabilitar-se da derrota de 2 a 1 para o Criciúma, em pleno Mineirão, domingo. O técnico Marco Aurélio entende que o resultado do fim de semana - o primeiro fracasso do time em quase dois anos na Sul-Minas - foi um acidente de percurso, já que os jogadores teriam cometido erros que não costumam cometer. "Não podemos nos abalar e nossa obrigação é tentar dar continuidade à boa campanha", disse. O treinador não poderá contar com dois jogadores suspensos pelo terceiro cartão amarelo: o meia Ricardinho e o atacante Jussiê. Também não estará em campo o lateral-esquerdo Sorín, cujo passe foi negociado esta semana com a Lazio, por US$ 9,5 milhões (metade para o Cruzeiro e o restante para a Hicks, co-gestora do clube mineiro). Sorín, que só e apresenta oficialmente à Lazio após a Copa do Mundo, embarcou para a Itália logo após a derrota para o Criciúma, para fazer exames físicos e acertar salários, e retorna a Belo Horizonte no fim da semana, quando se reintegra ao grupo. Na vaga de Ricardinho, Marco Aurélio escala o volante Augusto Recife e, no lugar de Jussiê, Jorge Wagner ganha nova chance entre os titulares. Sorín dá lugar a Jorginho Paulista, que espera conquistar a posição do argentino, maior ídolo da torcida cruzeirense. A boa notícia é a volta de Edílson, que cumpriu suspensão contra o Criciúma. O restante do time deve ser o mesmo que enfrentou os catarinenses, com o garoto Joãozinho na frente, no posto do ex-titular Fábio Júnior. Pontos - O departamento jurídico do Cruzeiro informou nesta terça-feira que não teme o recurso apresentado pelo Figueirense à CBF, exigindo que a equipe mineira perca cinco pontos na Copa Sul-Minas. A alegação do clube catarinense é de que, quando o Cruzeiro a enfrentou, teve em campo o meia Ruy, que está em litígio trabalhista com o América Mineiro, seu ex-clube, e não poderia atuar naquela ocasião por força de decisão judicial. De acordo com o advogado cruzeirense Ary da Frota Cruz, o argumento do Figueirense não procede, já que o clube de Minas teria o aval da própria CBF para acionar Ruy na partida.

Agencia Estado,

19 Março 2002 | 19h28

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