Jonathan Lins/RCortez/CSA
Jonathan Lins/RCortez/CSA

CSA muda estatuto para evitar dirigentes com fins eleitoreiros no clube

Equipe alagoana já foi comandada pela família Collor de Mello e agora busca novos rumos

Éros Mendes e Filipe Strazzer, ESPECIAL PARA O ESTADO

21 Outubro 2017 | 07h02

A história do CSA já teve fortes laços com a política alagoana. Por exemplo, nas décadas de 1970 até 1990, a família Collor de Mello foi influente no clube. O ex-presidente da República e senador Fernando Collor (PTC) foi mandatário do clube nos anos de 1970 e 1980. O CSA também teve em seus quadros diretivos Euclydes Mello - senador e primo de Collor; o filho do ex-presidente, Arnon de Mello; e João Lyra, ex-deputado federal e sogro de Pedro Collor, irmão do ex-presidente da República.

Além deles, outros membros do executivo e do legislativo de Alagoas e de Maceió já comandaram o clube ou estiveram em cargos de destaque.

Segundo Rafael Tenório, por muito tempo o CSA foi administrado com "intuito eleitoreiro". "O CSA foi bastante utilizado para fins políticos", afirma. Atualmente, no entanto, o estatuto do clube não permite mais que membros da diretoria estejam atuando em cargos eletivos. No artigo 30, que versa sobre as eleições no CSA, o parágrafo 5.º destaca que: "não serão aceitas inscrições de pessoas filiadas a partidos políticos detentoras de mandato eletivo para qualquer dos cargos citados no caput deste artigo".

Assim, membros do Conselho Deliberativo, Presidência Executiva e Conselho fiscal não podem mais ter vínculos partidários, como ocorria antigamente. "Nós conseguimos mudar o estatuto do clube para evitar isso", comenta Tenório.

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