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Cuca falar em 'recuperar autoestima' no Palmeiras

Técnico reconhece que precisa melhorar e assume culpa da derrota

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Nathalia Garcia,
Estadão Conteúdo

27 Março 2016 | 20h07

Cuca ainda não sabe o que é comemorar no Palmeiras. Depois da humilhante derrota para o Água Santa por 4 a 1, neste domingo, em Presidente Prudente (SP), o técnico voltou a eximir os jogadores de culpa e assumiu a responsabilidade. Ele avalia que os palmeirenses passam por um período de instabilidade emocional e ficam muito abatidos quando tomam um gol, tendo dificuldade para reagir.

A lição de casa do elenco nesta semana é reencontrar a confiança e se fortalecer. "Temos de recuperar a autoestima para buscar alternativas", afirmou o comandante, em entrevista coletiva após a derrota sofrida nesta 12ª rodada do Paulistão.

O treinador também reconhece que a equipe alviverde precisa de ajustes, mas faz questão de lembrar que os sete desfalques desta partida dificultaram as mudanças no time. "Tem de ter equilíbrio. Eu sei o que posso fazer em termos de arrumar equipes. Não adianta pensar que tem um supertime. Temos um bom time, vamos parar por aí."

Apesar do cenário negativo, Cuca mostra compreensão com o descontentamento dos torcedores. "Não posso querer que alguém sorria para mim. Quando decepcionamos, como estamos decepcionando, vai ter uma reação. Temos de entender isso", comenta.

O técnico, por outro lado, pede o suporte dos palmeirenses no momento difícil enfrentado pela equipe. "Ficar sem a torcida é pior. Se ela se virar contra, vai ser pior. Uma coisa puxa a outra. Não é só problema de jogador, torcedor e técnico. São diversas coisas que, reunidas, levam a gente a fazer jogos ruins."

TIME DEU OUTRO VEXAME HÁ EXATOS 3 ANOS

No dia 27 de março de 2013, o Palmeiras de um vexame ainda maior que o deste domingo em Presidente Prudente. O time então dirigido por Gilson Kleina perdeu de 6 a 2 para o Mirassol, fora de casa, pelo Campeonato Paulista. O goleiro Fernando Prass, que jogou neste domingo, é único remanescente daquela equipe. Os 6 a 2 aumentaram a pressão sob Kleina, que só não foi demitido após o jogo graças ao presidente Paulo Nobre.

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