Érico Leonan/São Paulo FC
Érico Leonan/São Paulo FC

Cueva tenta recuperar protagonismo após perder espaço no São Paulo

Peruano vem sendo preterido no time de Diego Aguirre, mas quer mostrar trabalho a um mês de sua primeira Copa

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

04 Maio 2018 | 07h00

Antes referência, o meia Cueva perdeu espaço e agora luta para tentar recuperar seu protagonismo no São Paulo. Mas o caminho é difícil. Longe de seu melhor momento, o peruano vem sendo preterido no time de Diego Aguirre. Desde que retornou dos amistosos com sua seleção, ele foi titular em apenas dois jogos com o novo treinador, diante do Paraná e Ceará – quando muitos do elenco foram poupados – e sequer foi acionado para jogos como contra o Rosário Central, pela Sul-Americana. Contra o Fluminense, no último domingo, ficou no banco o jogo todo.

Com Nenê e Arboleda, São Paulo avança na preparação para enfrentar o Atlético-MG

O momento contrasta com a projeção de que a temporada 2018 traz desafios marcantes para o meia. Ele é uma das principais peças da seleção peruana, que jogará sua primeira Copa do Mundo em 36 anos. Cueva é nome certo na lista do técnico Ricardo Gareca, mesmo com o momento pouco animador do atleta no futebol brasileiro. 

Na diretoria tricolor, há quem pense que Cueva já não está mais comprometido com o São Paulo, em função de uma possível transferência depois do Mundial na Rússia. O jogador tenta provar o contrário nos treinos, mas sabe que sua relação até com parte da torcida está desgastada. A favor do peruano estão as três assistências dadas neste ano até aqui – ele é líder do quesito no time.

A “nova cara” que Aguirre tenta dar ao São Paulo também explica a queda de Cueva. Com três zagueiros, Aguirre tira um meio-campista. A aposta do momento é Nenê que, depois de um início de ano ainda buscando entrosamento, agora se tornou a principal referência do time em campo. Como já foi Cueva, principalmente em 2016. 

A chegada de Everton como opção no meio-campo também ameaça ainda mais a busca por espaço do peruano. Antes dele, Valdívia também já tinha chegado como novidade e conseguiu ter uma boa sequência no meio-campo da equipe.

Aguirre vê as mudanças no time como naturais. “São opções”, explicou o comandante, ao falar das mudanças na escalação dos jogos contra o Ceará, em que Cueva foi titular, e o Fluminense. “(Para enfrentar o time alvinegro) mudamos porque tínhamos jogado uma sequência de jogos. E então decidimos dar uma chance ao Diego Souza, ver o Everton, que está chegando. Temos muitas opções. Muitos jogadores. E é normal continuarmos buscando alternativas e encontrando o time.”

O São Paulo já negou propostas para vender Cueva. No início deste ano, o jogador foi alvo do interesse do Dalian, da China, que propôs tirá-lo do Morumbi por 12 milhões de euros (R$ 48 milhões, na época). O atleta estava nos planos da diretoria para as disputas ainda do Paulistão e da Copa do Brasil, que o time disputava.

Mas a perda de espaço torna sua saída após o Mundial quase certa, na opinião de cartolas tricolores. Só uma grande reviravolta do peruano em campo poderia adiar este momento e segurá-lo por mais tempo no Morumbi.

Mais conteúdo sobre:
São Paulo Futebol Clube

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.