Lucas Jakcson|Reuters
Lucas Jakcson|Reuters

Defesa de Marin prevê que julgamento dure oito semanas

Ex-presidente da CBF tenta se livrar de acusação do Departamento de Justiça dos EUA

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2017 | 07h00

A defesa de José Maria Marin estima que o julgamento do ex-presidente da CBF deve durar entre seis e oito semanas. Esse é o prazo estimado pelos advogados do ex-dirigente para que a Justiça dos Estados Unidos anuncie a sua decisão sobre o brasileiro. Assim, o caso pode terminar no fim de dezembro ou se arrastar até 2018.

Marin tenta se livrar da acusação de participar de um “grupo conspiratório”, o equivalente a formação de quadrilha no Código Penal brasileiro, o que poderia agravar a sua pena. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, ele teria atuado ao lado de outros 26 dirigentes para enriquecer ilegalmente através de torneios de futebol em vários países. A lista de acusados de formar o “grupo conspiratório” inclui também o atual presidente da CBF Marco Polo Del Nero e o ex-presidente Ricardo Teixeira.

Marin rebate a acusação e seus advogados alegam que as confederações agiam de forma independente, sem conexão entre si. O dirigente alega que a única competição organizada em conjunto por mais de uma confederação foi a Copa América Centenário, realizada no ano passado por Conmebol (América do Sul) e Concacaf (Américas Central, do Norte e Caribe) nos EUA.

O ex-presidente da CBF está em prisão domiciliar em Nova York em seu apartamento localizado na 5.ª Avenida, no arranha-céu Trump Tower, próximo ao Central Park. Ele pode sair de casa até sete vezes por semana, mas o Departamento de Justiça faz o monitoramento eletrônico dos movimentos de Marin através de uma tornozeleira.

Ele tem de permanecer dentro de um raio de duas milhas (o equivalente a três quilômetros) do prédio onde mora e precisa sair acompanhado de um segurança. Nas portarias do Trump Tower também foram instaladas câmeras de vigilância. Todo o custo do monitoramento é pago por Marin.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.