Rodrigo Rodrigues/Grêmio FBPA
Rodrigo Rodrigues/Grêmio FBPA

Demitido, Espinosa explica atritos no Grêmio e descarta problemas com a base

Ex-coordenador-técnico voltou a demonstrar mágoa com a decisão da alta cúpula do clube

Estadão Conteúdo

11 Agosto 2017 | 18h46

Um dia depois de anunciar que foi demitido do Grêmio, o Valdir Espinosa divulgou comunicado nesta sexta-feira para explicar seus atritos com a diretoria do clube. Agora ex-coordenador-técnico da equipe, ele voltou a demonstrar a mágoa com a decisão da alta cúpula tricolor e fez questão de valorizar o próprio trabalho realizado no último ano.

"Um dos principais objetivos da minha contratação era harmonizar o ambiente do vestiário. Hoje, a união do elenco é uma das principais forças do time, campeão da Copa do Brasil de 2016 e com excelentes campanhas no Brasileiro de 2016, Libertadores de 2017, Copa do Brasil de 2017 e Brasileiro de 2017", apontou Espinosa.

O dirigente descartou ainda que tivesse qualquer problema em trabalhar com a base do Grêmio, um dos motivos apontados pelos dirigentes para definirem sua demissão. Ao contrário, o ex-treinador garantiu que foi ele quem se prontificou a trabalhar com as jovens promessas do clube.

"Gostaria de deixar claro, também, que o trabalho com a base foi uma sugestão minha, pelo amor que tenho ao Grêmio e pelo prazer em ajudar o clube. Isso tudo fora do contrato, sem remuneração alguma. A base não era uma obrigação minha. Participava sempre que tinha tempo, por vontade própria, e apresentava projetos. Um deles, aliás, antes da minha demissão, já tinha a assinatura do presidente", afirmou.

Como na quinta, Espinosa ressaltou os laços afetivos com o Grêmio, que comandou nos títulos da Libertadores e do Mundial de 1983, e explicou que sua mágoa é somente com a atual direção do clube. "Fui pego de surpresa e saio decepcionado com algumas pessoas. Com o clube, jamais. O Grêmio estará para sempre no meu coração."

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