Derrota ainda afeta o São Paulo

Os treinos ocorrem nos mesmos horários, assim como as concentrações. O local das atividades técnicas e físicas também é o mesmo, o CT da Barra Funda. O grupo de jogadores e a comissão técnica permanecem inalterados desde o ano passado. Tudo parece igual no São Paulo. Mas não está. Existe algo no ar, reflexo ainda da derrota para o Palmeiras por 4 a 2, na última quarta-feira. A constatação fica clara no semblante dos atletas. Até terça-feira, véspera do clássico, imperavam sorrisos e brincadeiras. A exceção era Belletti, que não conseguia esconder a frustração por estar na reserva. Contudo, após a partida, os jogadores, até então simpáticos e solícitos, mudaram radicalmente. Souza e França, por exemplo, se recusam a manter contato com imprensa e torcedores. Outros casos são mais contundentes. Descontente com o rendimento da equipe, o técnico Nelsinho Baptista decidiu mudar o time. Tirou o lateral-esquerdo Gustavo Nery para escalar Gabriel, que jogava pelo lado direito, na vaga de Belletti. Gustavo não ficou satisfeito. Afinal, é uma situação humilhante ver um atleta improvisado ser escalado como titular. Assim como França e Souza, o ?preterido? resolveu se calar. Mas o constrangimento não foi só dele. Lino, seu reserva imediato, não escondeu a desilusão. "A gente fica chateado, mas não pode deixar a peteca cair." Opção - Nelsinho garantiu que não se preocupa com possíveis reações negativas que sua decisão possa ter causado no grupo. "Não adio decisões. Quando faço isso, sempre converso com o jogador", afirmou o treinador, referindo-se a Gustavo Nery. Mas, com Lino a situação foi diferente. "Ninguém conversou comigo", disse o lateral. Justificativas à parte, o treinador começou a tentar resolver outro problema: a formação da zaga para o jogo de domingo, às 16 horas, contra o São Caetano, no ABC. Os titulares Émerson e Wilson foram expulsos contra o Palmeiras. "Minha primeira opção é entrar com o Reginaldo e o Jean", afirmou Nelsinho. No entanto, Reginaldo sentiu dores durante o treino e, caso não possa atuar, Júlio Santos entra.

Agencia Estado,

22 Março 2002 | 19h58

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