Derrotas abalam euforia do São Paulo

Certas atitudes são consideradas tabu no futebol. Por exemplo: falar em grupo abalado, jogador desmotivado ou crise. E bem que no São Paulo o técnico Nelsinho Baptista tentou evitar que essas expressões passassem a fazer parte do cotidiano da equipe. Em vão. Bastaram duas derrotas consecutivas (Palmeiras e São Caetano, ambas pelo Torneio Rio-São Paulo) para que voltassem a ser incorporadas ao vocabulário dos são-paulinos. No Morumbi, o clima mudou de tal forma que se alguém chegasse lá hoje não diria que o time era apontado, há menos de uma semana, como a sensação da competição, com sete goleadas expressivas. "A derrota para o Palmeiras abalou um pouco o grupo", confessou o atacante Reinaldo. "Vencendo o Corinthians, esse início de crise vai passar." Já o zagueiro Emerson disse que o time esteve aquém de suas possibilidades no ABC. "A equipe se mostrou apática", afirmou. O atacante França, um dos que parecem estar sentindo mais o momento, tem um discurso parecido. "Duas derrotas trazem um ambiente muito ruim. Não podemos mais pensar em empatar ou perder no Rio-São Paulo." Apesar das declarações dos atletas, Nelsinho não concordou que seu grupo está abalado. Para o treinador são-paulino, a derrota em um clássico é resultado normal, enquanto no último jogo o gramado não oferecia condições. "Não senti que o elenco está desanimado", afirmou. Sobre o rendimento da equipe, a surpresa. "Não levamos muito em conta não fazer o gol. Afinal, as oportunidades estão sendo criadas." Na quinta-feira, o time pega o Figueirense, em Florianópolis, pela Copa do Brasil.

Agencia Estado,

25 Março 2002 | 19h37

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