Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Destaque em 2016, defesa do Palmeiras cai de rendimento e vira 'mutante'

Equipe sofre com intensas trocas no setor e tenta conter alta média de gols sofridos nesta temporada

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

14 Setembro 2017 | 07h00

O setor que foi o alicerce para a campanha do título brasileiro do ano passado vive momento instável no Palmeiras em 2017. No campeonato deste ano, as intensas trocas na defesa e o excesso de gols sofridos têm dificultado a campanha da equipe.

Em 2016 o clube teve a melhor defesa da competição. Levou 32 gols em 38 jogos, uma média de menos de um por partida. Já nesta temporada, a tendência se inverteu e já são 26 gols sofridos em 23 rodadas. Até agora o técnico Cuca já escalou oito duplas de zaga diferentes no Brasileiro. Para o próximo jogo, contra o Coritiba, novamente será preciso fazer uma alteração, pois, como Luan está suspenso, é Juninho quem assume a vaga para atuar ao lado de Edu Dracena. 

"As mudanças estão acontecendo desde o começo do ano. A gente trabalha durante a semana para aprimorar o entrosamento e fazer o melhor possível", disse Juninho. Apenas em seis partidas neste Brasileiro o Palmeiras não sofreu gols. Solucionar o problema defensivo se tornou um dos focos dos treinos das últimas semanas, quando o time teve mais tempo para as atividades.

Por outro lado, a equipe aponta como indício de melhoria nesse aspecto a atuação no último jogo. O Palmeiras segurou o empate com o Atlético-MG mesmo com dois jogadores a menos em campo. Para o zagueiro Edu Dracena, os gols sofridos não podem ser apontados como responsabilidade somente da defesa. "Se a defesa não vai bem, não é só culpa deste setor. Assim como o primeiro atacante é o goleiro, quem começa a defender é o atacante", disse.

A dupla de defesa que será utilizada no Pacaembu, na segunda-feira, terá Edu Dracena e Juninho. Os dois já atuaram juntos em duas ocasiões nesta temporada, ambas em que o Palmeiras foi mandante. A estreia da dupla foi na vitória por 3 a 1 sobre o Fluminense. Depois, os dois voltaram a ser acionados na derrota por 1 a 0 para o Atlético-PR.

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