Dirigente anuncia saída de Picerni

O São Caetano deve anunciar na segunda-feira o novo técnico da equipe para o Campeonato Brasileiro. As três derrotas em disputa de títulos, a última quarta-feira na decisão da Copa Libertadores, tornaram a permanência de Jair Picerni insustentável e a diretoria do clube do ABC anunciou oficialmente nesta sexta-feira a saída do treinador. Os nomes mais cotados para assumir o cargo são o de Nelsinho Baptista e Candinho. Geninho e Oswaldo Alvarez foram sondados, mas descartaram deixar Atlético-MG e Ponte Preta, respectivamente. Segundo o presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza, o novo treinador deverá se adaptar a algumas regras para atuar no clube. "Em primeiro lugar não vamos abrir mão de que o técnico mantenha as características do time que vem dando certo. Queremos um time jogando para frente", disse o dirigente. As outras condições são o enquadramento no piso salarial, cerca de R$ 80 mil, a manutenção da maioria dos integrantes da atual comissão técnica e o compromisso de não exigir reforços caros ou mudanças radicais no atual elenco. Nairo Ferreira de Souza confirmou ter entre quatro ou cinco opções em uma lista e um preferido, cujo nome não quis revelar. No entanto, durante a entrevista na qual anunciou a saída de Picerni, o dirigente afirmou que Nelsinho Baptista seria um treinador "com a cara" do São Caetano. "Chegamos a consultar o Jair a respeito de um nome de sua preferência para dar seqüência, mas ele preferiu não opinar", afirmou. O presidente admitiu que tem pressa em acertar com o novo técnico por causa do início próximo do Campeonato Brasileiro. Segundo o diretor de futebol, Genivaldo Leal, o que também está sendo levado em consideração é o fato de o treinador ter no currículo, mais do que títulos, a passagem por grandes clubes. Apesar de ser considerado o preferido para assumir o cargo, Nelsinho confirmou que até o início da tarde desta sexta-feira não havia recebido nenhuma proposta do São Caetano. Já Geninho, outro nome bastante citado, confirmou ter sido procurado mas recusou a oferta. "Não é hora de sair do Atlético-MG, até porque tivemos recentemente três pessoas contratadas por minha indicação e seria antiético deixar o clube neste momento", disse o treinador a uma rádio mineira. Vadão foi procurado há mais tempo, mas recusou por motivos semelhantes ao de Geninho. Saída - Nairo afirmou que a demissão de Picerni foi definida após reunião na manhã desta sexta-feira, em Vinhedo. "Desde quinta-feira tentamos entrar em contato com ele, que só retornou por volta das 23 horas. Nos reunimos até as 11 horas." O contrato, que se encerraria em 31 de dezembro, foi cancelado sem pagamento de multa. "Ele também não pagaria se tivesse aceitado os convites que recebeu para dirigir o Palmeiras e o São Paulo", afirmou o presidente.

Agencia Estado,

02 Agosto 2002 | 15h11

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