Bruno Domingos/Divulgação
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Dunga diz que tem base, mas que 'ninguém pode se sentir seguro'

Treinador também não confirma titularidade de Roberto Firmino

Andrei Netto - Correspondente em Paris, O Estado de S. Paulo

25 Março 2015 | 12h39

A seleção brasileira já tem uma base para a Copa América, mas ninguém pode se sentir seguro. Esse foi o recado passado pelo técnico Dunga em sua primeira entrevista coletiva antes do confronto contra a França, marcado para amanhã, no Stade de France, quando o treinador não quis confirmar a escalação do time. Segundo ele, o ataque com Firmino e Neymar ainda não está confirmado.

Dunga falou aos jornalistas instantes antes do início do treino fechado, realizado no gramado do Stade de France. Mesmo acessível, o treinador não quis dar pistas sobre a formação do time amanhã. Segundo ele, o fato de ter treinado entre os titulares na terça-feira não quer dizer que o meia-atacante Firmino, do Hoffenheim, da Alemanha, vá formar a dupla de ataque com o astro Neymar.

"Nós não confirmamos nada", despistou o técnico ao ser questionado sobre o alagoano de 23 anos, que marcou seu primeiro gol pela seleção no confronto com a Áustria, o último de 2014. "O colete é uma mera distribuição de posições. Fizemos um treinamento ontem para trabalhar o balanço da defesa, a movimentação do ataque", argumentou.

O treinador tem como opções Robinho, do Santos, e Luiz Adriano, do Shaktar Donetsk. "Todos têm de estar preparados. O jogador tem de estar com a cabeça pronta para jogar", advertiu. "Quem está dentro não deve se sentir seguro, quem está fora não deve se sentir fora." Dunga também não confirmou quem será o goleiro no confronto contra a França. Na terça-feira, Diego Alves, Jefferson e Marcelo Grohe se alternaram nas atividades, sem deixar pistas sobre quem será o titular. Já sobre Thiago Silva as dúvidas são menores: o zagueiro do PSG e ex-capitão do Brasil na Copa do Mundo tem a confiança do treinador, mesmo tendo perdido a braçadeira para Neymar. "Os jogos seguintes vão demonstrar se ele conseguiu superar ou não", disse o treinador, referindo-se à Copa do Mundo. "Nós acreditamos nele, na sua capacidade técnica."

Para Dunga, mesmo que cada amistoso seja essencial para definir a lista dos jogadores que integrarão o grupo para a Copa América, a base da seleção está formada. "Todos os jogos são fundamentais. Mas não invalida que se tenha uma base, em que estamos trabalhando, até para dar sustentação a outros jogadores que vão sendo convocados", afirmou. "Se tivermos uma base e inserirmos um ou dois, eles vão se sentir mais seguros, terão uma parceria melhor. Colocar quatro ou cinco vai criar uma instabilidade na equipe."

O treinador frisou que pretende consolidar uma equipe que seja equilibrada e moderna. "Nós queremos uma equipe moderna, que seja compacta, que tenha agressividade, mas sem perder a essência da escola do futebol brasileiro, que é o drible, a criatividade do nosso jogador", explicou. Mas nem por isso Dunga garantiu a opção por um atacante de velocidade ao lado de Neymar, como Firmino. Segundo ele, essa opção pode se adaptar a cada jogo, e Luiz Adriano pode ter oportunidades. "Vai ter jogo que vamos precisar de um ataque mais móvel, outros com um atacante mais fixo dentro da área."

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