José manuel Ribeiro/AFP
José manuel Ribeiro/AFP

Ederson deve reforçar City como segundo goleiro mais caro da história

Grande destaque do Benfica na temporada, brasileiro deve custar R$145 milhões aos cofres ingleses

O Estado de S.Paulo

29 Maio 2017 | 10h08

Um dos destaques do Benfica nesta temporada, o goleiro Ederson está de saída do clube e deve ser anunciado como o novo reforço do Manchester City, time do atacante Gabriel Jesus. De acordo com o jornal A Bola, de Portugal, o brasileiro estará nesta semana em Manchester para fazer exames médicos. 

Se a transação for confirmada nas bases especuladas, de aproximadamente 40 milhões de euros (R$ 146 milhões), o goleiro brasileiro será o segundo na história a custar tanto, ficando atrás apenas de Buffon, cuja transferência para a Juventus em 2001 saiu por cerca de 47 milhões de euros (R$ 171,5 milhões).

Após ajudar o Benfica a derrotar o Vitória de Guimarães por 2 a 1 e conquistar a Taça de Portugal no domingo, Ederson não negou os rumores de sua saída do clube. “Este foi provavelmente o meu último jogo pelo Benfica’’, comentou à rede de televisão portuguesa RTP. Para A Bola, também durante a festa do título da Taça de Portugal, o meia Filipe Augusto elogiou o goleiro, mas evitou confirmar a saída do compatriota. “É um goleiro que merece tudo o que tem acontecido na vida dele e, se foi o último jogo de fato, resta desejar-lhe sorte. Ainda não houve despedidas.’’

No Benfica desde que tinha 16 anos, Ederson chegou a ser emprestado para times de divisões inferiores do futebol português, como o Ribeirão e o Rio Ave. Em 2015, voltou para o Benfica e, de lá para cá, vem chamando a atenção de outros times.

No início deste ano, o goleiro foi convocado por Tite para a seleção nas Eliminatórias da Copa e está na lista para os amistosos diante da Argentina e Austrália, dias 9 e 13 de junho. 

No ano passado, ele já havia sido chamado para a seleção principal sob o comando de Dunga. Foi convocado para a disputa da Copa América Centenário, realizada nos EUA. No entanto, Ederson se apresentou com uma inflamação no púbis e, como precisaria de tempo para se recuperar, acabou cortado. Ele foi substituído pelo gremista Marcelo Grohe.

Na ocasião, o plano de Dunga era testar Ederson. Se o goleiro fosse aprovado, seria chamado para a Olimpíada do Rio.

Dunga acabaria caindo antes disso e Rogério Micale, que assumiu o cargo em seu lugar nos Jogos do Rio, também tinha a intenção de contar com Ederson – a quem conhecia de amistosos da seleção sub-23. No entanto, o Benfica não o liberou para a competição no Brasil. Julio Cesar estava contundido. Ederson ficou no clube e acabou colocando o experiente goleiro no banco de reservas.

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