AFP/Odd Andersen
AFP/Odd Andersen

Elite do futebol europeu é avaliada em mais de R$ 100 bilhões

Impulsionados por acordos de transmissão, grupo dos 32 maiores times europeus têm crescimento de receita de 14%

Jamil Chade, correspondente na Suíça, O Estado de S.Paulo

31 Maio 2017 | 07h54

Não existe crise no futebol europeu. Dados publicados nesta quarta-feira pela empresa KPMG indicam que os maiores times da Europa tiveram um aumento de seu valor de 3 bilhões de euros (R$ 10,9 bilhões) apenas em um ano, atingindo um total de 30 bilhões de euros, mais de R$ 100 bilhões.

Impulsionados por acordos de transmissão com valores sem precedentes, os 32 maiores times da Europa viram suas receitas aumentar em 14% em 2016, em comparação com a temporada de 2015. 

Na liderança do ranking aparece mais uma vez o Manchester United, o primeiro clube avaliado em mais de 3 bilhões de euros (R$ 10,9 bilhões). O valor é superior a toda a renda dos 20 clubes brasileiros na temporada de 2016. Não é apenas o atual campeão de Liga Europa que registra ganhos entre os ingleses. Segundo a KPMG, dos dez times mais ricos do mundo, seis são britânicos. E isso sem incluir o acordo fechado para o período entre 2017 e 2020 sobre transmissões do Campeonato Inglês. 

Se a TV tem sido central para a explosão de renda, a empresa autora do estudo aponta que outro fator importante foi o estabelecimento de regras financeiras pela Uefa, criando uma certa estabilidade no mundo do futebol e gastos mais sustentáveis. Pelas leis, um clube pode apenas gastar o que ele arrecada, levando muitos deles a se transformarem em empresas e administrados de forma profissional. 

No ranking, a segunda e terceira posições são ocupadas pelo Real Madrid e Barcelona, respectivamente. O Bayern de Munique vem na quarta colocação, seguido pelo Manchester City, que superou o Arsenal. A lista dos dez mais ricos da Europa é completada pelo Chelsea, Liverpool, Juventus e Tottenham.

Para a KPMG, não existem dúvidas de que os valores dos clubes europeus vão continuar a se expandir até o fim da década. Em países como Turquia, França, Itália e Alemanha, novos acordos de TV foram assinados, garantindo uma renda ainda superior. Na Espanha, a Telefónica destinou 600 milhões de euros ( R$ 2,1 bilhões) para transmitir todos os jogos da Liga. Os clubes ainda ganharão mais 400 milhões de euros (1,4 bilhão) pela transmissão ao exterior. Na Alemanha, os contratos tiveram um aumento de 85%, com 4,6 bilhões de euros (R$ 16,8 bilhões) sendo pagos pelos próximos quatro anos. "O valor agregado do futebol de elite na Europa sugere que a indústria, como um todo, tem crescimento", disse Andrea Sartori, um dos autores do estudo. 

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