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Patrick B. Kraemer|EFE

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Em crise financeira e política, Fifa está R$ 2 bilhões abaixo da meta

Secretário-geral indica que a entidade precisará 'controlar gastos'

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Jamil Chade, correspondente em Zurique,
O Estado de S. Paulo

26 Fevereiro 2016 | 07h31

Prestes a escolher um novo presidente nesta sexta-feira, a cúpula da Fifa admite que vive uma de suas piores crises financeiras de sua história recente. A entidade explicou nesta sexta-feira que seus resultados financeiros estão US$ 550 milhões (R$ 2,1 bilhões) abaixo da meta que estabeleceram para bancar seu orçamento até 2018. 

"Estamos em uma crise bastante importante", admitiu Markus Kattner, secretário-geral da entidade. "Estamos sob forte pressão das autoridades, com custos significativos não esperados e uma queda de receita", alertou.

"Teremos dificuldades para atingir a meta de US$ 5 bilhões em nosso orçamento", disse Kattner. "Atualmente, estamos US$ 550 milhões abaixo de nossas metas para o período até 2018." O dirigente indicou que a entidade precisará "controlar gastos".

Mas ele aposta também na volta de patrocinadores a partir da escolha de um novo presidente. "Estamos em negociações com empresas globais e esperamos poder fazer novos anúncios nos próximos dias", disse. 

Kattner ainda alerta que os problemas não são apenas financeiros e afetam até os funcionários. "A moral da equipe da Fifa está afetada pelas incertezas que rondam a entidade", disse. 

Seu projeto é de implementar um programa para que, a partir de 2017, haja um foco maior nos programas comerciais para que, em 2018, a situação da entidade seja estabilizada. "Podemos recuperar nossa credibilidade até 2018", disse. 

Para o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, porém, a Fifa apenas vai recuperar sua estabilidade quando aprovar uma reforma, prevista para a agenda desta sexta. "Vocês vão decidir o futuro do futebol hoje", disse Bach aos delegados. "Vocês têm a chance de virar a página. O mundo faz novas perguntas e vocês precisam dar respostas a isso e sobre credibilidade", insistiu.  

Issa Hayatou, presidente interino da Fifa, também pede a aprovação das reformas. Mas se recusa a generalizar os problemas e diz que a corrupção foi obra de uma "ínfima minoria".

 

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