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Em depoimento, gremistas negam ofensas raciais

ELDER OGLIARI - O Estado de S. Paulo

03 Setembro 2014 | 18h 54

Três torcedores que estavam no setor da Geral do Grêmio foram ouvidos pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul nesta quarta 

Três torcedores do Grêmio ouvidos pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, em depoimentos prestados nesta quarta-feira, negaram participação nas ofensas raciais contra o goleiro Aranha, do Santos, durante o jogo realizado na quinta passada. Todos estavam no setor em que fica a torcida Geral do Grêmio, de onde saíram os gritos de "macaco" e imitações de gritos do animal nos minutos finais da vitória santista por 2 a 0 pela Copa do Brasil. A 4ª Delegacia de Polícia investiga o caso.

Um dos torcedores que prestaram depoimento, Rodrigo Rysdyk, conhecido como Alemão da Geral, confirmou que estava no estádio no dia do incidente, admitiu conhecer "de vista" alguns frequentadores do setor e sustentou que não viu manifestações racistas. Ao deixar a delegacia, ele não conversou com os jornalistas, limitando-se a dizer havia dado a contribuição que era possível dar para esclarecer os fatos.

Outro torcedor, Eder Braga, que é negro, admitiu ter gritado muito para pressionar Aranha a acelerar o jogo, mas garantiu não ter cometido injúrias raciais. Fernando Ascal, gremista também ouvido na tarde desta quarta-feira, negou ter presenciado atos racistas.

Ouvidos no dia anterior pela polícia, os gremistas Tiago de Oliveira e Rodrigo Rychter também negaram ter ofendido o goleiro do Santos. Nesta quinta-feira será a vez da torcedora Patrícia Moreira, flagrada por uma câmera de uma emissora de televisão gritando a palavra "macaco", dar suas explicações para o ato.