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Matilde Campodonico/AP

Palmeiras decepciona e se complica na Libertadores

Alviverde perde para o Nacional-URU por 1 a 0 na estreia de Cuca

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Daniel Batista,
O Estado de S.Paulo

18 Março 2016 | 00h02

Desde a conquista da Copa do Brasil, em dezembro, o assunto no Palmeiras era um só – a cobiçada Copa Libertadores. O elenco, que já era numeroso, recebeu novas e duvidosas contratações e a confiança da diretoria alviverde era total. Só que após quatro jogos na fase de grupos com atuações decepcionantes, o desespero bate à porta. Nesta quarta-feira, na estreia do técnico Cuca, o time perdeu para o Nacional por 1 a 0 em Montevidéu. 

Agora, só duas vitórias, contra Rosário Central na Argentina e contra o River Plate do Uruguai no Allianz Parque, poderão salvar o time do presidente Paulo Nobre de uma vexatória eliminação ainda na fase de grupos – o time ainda terá de tirar a desvantagem no saldo de gols.

Sob o comando de Cuca, que chegou ao clube segunda-feira, comandou dois treinos com todo o elenco já foi para uma decisão, o time começou o jogo com algumas novidades. Gabriel voltou ao time após sete meses, Arouca e Allione também foram titulares, mas a falta de criatividade e a desorganização dos jogadores foi a mesma dos tempos de Marcelo Oliveira. 

Antes da bola rolar, foi feito um minuto de silêncio em homenagem ao ex-atacante Gaúcho, que defendeu o Palmeiras no fim da década de 80 e teve a carreira marcada por defender um pênalti contra o Flamengo, e pela irreverência na comemoração dos gols.

O Nacional entrou em campo da mesma forma que fez no Allianz Parque, quando venceu por 2 a 1, na semana passada. Partiu para cima e jogou em cima dos erros individuais e dispostos a arrumar confusão em todo o lance. Os palmeirenses, mostrando ingenuidade muitas vezes, caiu na pilha do adversário e se deixou levar durante toda a primeira etapa. 

De diferente no time de Cuca, a linha de impedimento, que falhou algumas vezes, até pela falta de entrosamento. Prova do sufoco alviverde na primeira etapa foi o goleiro do Nacional - ele só pegou na bola depois dos 35 do primeiro tempo. 

No banco de reservas, Cuca gritava, gesticulava e tentava entender o motivo de não ver em campo o que foi treinado. No fim do primeiro, os jogadores perceberam que também precisavam mudar a postura. Eles se reuniram no gramado, conversaram e tentaram se entender.

ATAQUE

No intervalo, Cuca mandou o time para o ataque. Colocou Gabriel Jesus e Robinho e fez a equipe jogar no 4-3-3. Ao invés de aumentar o poderio do ataque, abriu ainda mais o time, tanto que o Nacional se aproveitou e abriu o placar após falhas de posicionamento de Edu Dracena e Zé Roberto, que deixaram Nico López livre para desviar de cabeça.

No banco de reservas, Cuca olhou para o banco com o semblante de quem não sabia o que fazer e se limitou a coçar a nuca. A situação estava bastante complicada e restou uma única cartada. Colocou Barrios no lugar do volante Gabriel e escancarou o time no 4-2-4. 

O desespero não deu em nada. Aos 45, Alecsandro teve a chance e o goleiro pegou. O Nacional se fechou, deixou o Palmeiras se atrapalhar sozinho e ver o sonho da Libertadores ficar quase impossível.

FICHA TÉCNICA

NACIONAL-URU 1 X 0 PALMEIRAS

GOL: Nico López, aos 5 minutos do segundo tempo. 

NACIONAL (4-4-2): Conde; Romero, Victorino, Polenta e Espino; Gonzalo  Porras, Carballo, Kevin Ramírez (Tabó) e Leandro Barcia (Cabrera); Nico López e Seba Fernandez (Eguren). 

Técnico: Gustavo Múnua.

PALMEIRAS (4-4-2): Fernando Prass; Lucas, Edu Dracena, Vitor Hugo e Egídio (Robinho); Gabriel (Barrios), Arouca, Zé Roberto e Allione (Gabriel Jesus); Dudu e Alecsandro. 

Técnico: Cuca. 

Juiz: Carlos Vera (Equador).

Cartões amarelos: Porras, Lucas,  Alecsandro, Nico López e Arouca 

Público: Não divulgado.

Renda: Não divulgada. 

Local: Estádio Parque Central, em Montevidéu.

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