Em luto, Chelsea cancela festa do título inglês depois de atentado em Manchester

Decisão foi tomada após conversas do clube com a Polícia Metropolitana de Londres e outras autoridades inglesas

Estadão Conteúdo

24 Maio 2017 | 10h46

O Chelsea anunciou nesta quarta-feira que a festa em comemoração ao título inglês, conquistado com duas rodadas de antecedência pela equipe, está cancelada em função do atentado terrorista em Manchester, na última segunda-feira, que deixou mais de 20 mortos durante um show da cantora norte-americana Ariana Grande.

A festa estava prevista para acontecer nas ruas de Londres, no próximo domingo, e poderia representar a comemoração de dois títulos para o Chelsea, já o time decide a final da Copa da Inglaterra um dia antes, contra o Arsenal, no estádio de Wembley, também na capital.

De acordo com o clube, a decisão foi tomada após conversas com a Polícia Metropolitana de Londres e outras autoridades inglesas, e leva em conta a possibilidade de novos ataques, além do luto pelas vítimas do incidente na Manchester Arena.

"Achamos inapropriado ir em frente com a festa da vitória. Sabemos que os serviços de emergência estariam nos atendendo, mas não queremos gerar um remanejamento de recursos num evento adicional e aberto ao público nas ruas de Londres", comunicou o Chelsea.

O clube também anunciou que vai fazer uma doação a um fundo de atendimento às vítimas do atentado em Manchester e, no sábado, em sinal de respeito, os jogadores vão em entrar em campo com braçadeiras de cor preta.

Na última terça-feira, a Polícia Metropolitana de Londres informou que vai aumentar o número de homens armados para o evento de sábado em Wembley. "Oficiais especialistas das equipes de planejamento e de segurança estão revendo em detalhes todas as estratégias já traçadas e isso inclui o aumento no número de oficiais armados", informou a polícia.

Também na terça, a Uefa emitiu um comunicado sobre segurança, confirmando a realização da final da Liga Europa entre Ajax e Manchester United, nesta quarta-feira, em Estocolmo, na Suécia, com segurança reforçada. "A Uefa tem trabalhado junto com autoridades locais e a Associação de Futebol da Suécia por muitos meses e o risco de terrorismo foi levado em conta desde o início do projeto", informou a entidade.

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