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Em Sochi, Tite exige “qualidade máxima” de gramado

Grama e campo de treinamento custarão 2,2 milhões de euros (R$ 8,5 milhões) ao governo russo

Jamil Chade, enviado especial a Sochi, O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2017 | 10h43

SOCHI – Tite, técnico da seleção, exige um gramado com nível de excelência máxima para a base do Brasil na cidade de Sochhi, na Rússia. Nesta segunda-feira, o treinador visitou o local que será usado pela CBF como a “casa” da seleção na Copa de 2018. 

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O Estado revelou com exclusividade que o gramado e a preparação do pequeno estádio estão custando um total de 2,2 milhões de euros (aproximadamente 8,5 milhões de reais), pagos pelo Ministério dos Esportes da Rússia. 

A grama foi semeada há uma semana e a perspectiva é de que esteja pronto em março, quando começa a primavera russa. Neste fim de semana, mesmo durante a noite, um trator com suas luzes percorria o futuro gramado, preparando a terra. 

 Enquanto os operários cortavam barras de aço, cavavam e trabalhavam no gramado, crianças praticavam esportes na pista de atletismo ao redor, sob os olhares de severos treinadores. 

 “As sementes vieram da Bélgica”, contou à reportagem Alexander Khomenkov, dono da empresa que está preparando o local, Intersportstroy. Segundo ele, a terra também teve de ser transportada de outras regiões da Rússia, viajando mais de 2 mil quilômetros.  

Ele ainda planeja colocar placas ao longo do campo, para garantir a Tite uma certa privacidade para poder realizar inclusive treinos secretos. Mas, à beira do Mar Negro e aos pés de morros, o local é de fácil acesso visual a partir dos prédios e lajes nas redondezas. 

Até a Copa do Mundo, porém, as instalações do estádio, que é de propriedade pública, serão usadas pelo Comitê Olímpico Russo. Entre os atletas, alguns deles que estiveram na Rio2016, poucos sabiam que a seleção de Neymar iria tomar o local a partir de junho. Um deles era Dmitrii Ushakov, ginasta que terminou em quinto lugar no Rio. Ele admitiu ao Estado que não acompanhou nem o sorteio da Copa. 

A visita, que ocorreu ao lado de Edu Gaspar, coordenador da comissão técnica, ainda incluiu uma vistoria do hotel, que fica ao lado do gramado. Conta com uma praia privativa, piscina externa aquecida, quartos de luxo e é o destino predileto de astros russos que querem privacidade ao visitar a Riviera. Num preço de tabela, cada quarto pode custar 450 euros por noite. 

Edu ainda quer transformar salas grandes ou mesmo a suíte máster em uma ala para a recuperação dos atletas depois dos jogos ou de treinos puxados. Para isso, está negociando trazer ao hotel o equipamento necessário. 

Mas sem jogos para disputar em Sochi e tendo de viajar 19 mil quilômetros até chegar a uma eventual final, a CBF já estuda alternativas para o período depois da fase de grupos. 

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