Émerson dá dicas para Nelsinho

O técnico Nelsinho Baptista vai contar com a ajuda de um bom informante para enfrentar a Portuguesa no clássico paulista do Torneio Rio-São Paulo. Poucos conhecem o adversário como o zagueiro Émerson, que defendeu a Lusa por quase cinco anos. Nesta temporada, o jogador chegou a participar da pré-temporada com os jogadores do clube, enquanto o empréstimo para o Tricolor não era acertado. "É difícil eu não saber de alguma coisa que acontece por lá, porque ainda tenho muito contato com os jogadores da Portuguesa", diz Émerson. O jogador afirma que só estava esperando a definição da situação dos jogadores da Portuguesa que seriam julgados esta semana para conversar com Nelsinho sobre os jogadores adversários. A maior preocupação de Émerson é, evidentemente, o atacante Ricardo Oliveira, artilheiro da equipe do Canindé. O zagueiro considera extremamente perigoso dar espaço na grande área. "É um jogador de grande capacidade individual, capaz de sair driblando um ou dois jogadores e, além disso, ele bate com as duas pernas", avalia o zagueiro. Mas Émerson ressalta que outros atletas também merecem atenção. Sinval, segundo ele, é um jogador mais de pequena área, que oferece muito perigo por, entre outras qualidades, saber se movimentar no setor e ser habilidoso para realizar tabelas. O zagueiro também ressaltou as qualidades dos meias Sandro Fonseca e Evandro, jogador com quem disputou a final do Campeonato Brasileiro de 1996, além de lembrar que o meia Uribe está contundido e não joga. Émerson, assim como outros jogadores do São Paulo acha pouco provável que o time possa manter a seqüência de goleadas no Rio-São Paulo e devolver a inesquecível derrota por 7 a 2 no Campeonato Brasileiro de 1998. "Se a gente tiver oportunidade de golear, vai golear, mas acho que isso vai ser difícil de acontecer e vamos enfrentar a Portuguesa com o máximo de seriedade", disse o atacante Reinaldo. Nelsinho ressaltou também que, se o São Paulo tem informantes, a Portuguesa, que conta com três ex-são-paulinos também. "É um jogo onde as duas equipes se conhecem bem", diz o treinador. Segundo ele, surpresa, só se algum atleta das equipes apresentar um rendimento fora do normal. O técnico aguarda a recuperação do goleiro Rogério Ceni, que está com uma torção no tornozelo que o tirou da seleção brasileira. Se o jogador não puder atuar, Roger, que foi o goleiro na partida do 7 a 2, será o titular. O jogador, que fez boas defesas no último domingo, contra o América-RJ, diz que o episódio não lhe deixou traumas, até porque após a partida teve oportunidade de defender o São Paulo com bons resultados.

Agencia Estado,

06 Março 2002 | 19h30

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