Raul Sauan / Ponte Press
Raul Sauan / Ponte Press

Emerson Sheik é apresentado e afirma: 'Estou aqui para viver a Ponte Preta'

Atacante também provocou o rival Guarani em primeira entrevista como jogador do time alvinegro

Estadão Conteudo

12 Maio 2017 | 12h58

A Ponte Preta apresentou no início da tarde desta sexta-feira o seu principal reforço para o Campeonato Brasileiro. Emerson Sheik chegou ao clube campineiro falando em viver o momento do clube e ajudar o time a conquistar um patamar maior na elite.

"Tirei seis meses para aproveitar minha família, ficar mais perto dos meus filhos e ajudar minha mãe com problemas particulares. Precisava disso. Resolvido, deixo o Rio de Janeiro para viver a Ponte Preta. Esse é o meu pensamento. Será um baita desafio", afirmou o atacante de 38 anos, que estava sem jogar desde que deixou o Flamengo.

A equipe campineira vem apostando em jogadores veteranos para reforçar o elenco após a conquista do vice-campeonato paulista. Além de Xuxa, ex-Mirassol, Renato Cajá e Sheik, a Ponte Preta anunciou o zagueiro Rodrigo, que estava no Vasco. Apesar disso, Emerson deixou claro que não quer ser só mais um experiente reforço que vestiu a camisa do clube.

"Não quero entrar no grupo de jogadores medalhões que só passaram pela Ponte Preta. Vou deixar a minha marca. Foi assim em todos os clubes e aqui não será diferente. Estou aqui para colocar minha cara em jogo, mas dentro de campo todos vão precisar ajudar", ressaltou.

GUARANI

Durante a coletiva de imprensa, Emerson também foi questionado sobre a contratação de Richarlyson pelo Guarani. Irreverente, o jogador aproveitou até para brincar com uma das jornalistas, mas acabou deixando o rival em segundo plano.

"Eu, sinceramente, nem sabia da contração de outros clubes. Queria achar uma resposta bacana, você é tão bonitinha, mas estou focado na Série A, estou focado mesmo aqui na Ponte Preta", declarou.

CONVERSA COM KLEINA

Emerson também falou sobre sua condição física e em qual posição gostaria de atuar na Ponte Preta. Sem criar conflitos, avisou que jogará onde o técnico Gilson Keina determinar.

"Não larguei tudo (enquanto esteve sem clube). Continuei treinando para não voltar zerado. Sou um jogador que gosta de treinar, gosto de estar em grupo. Conversei com Kleina sobre colocações no gramado. Estou aqui para ajudar onde for preciso, mas o quanto mais perto do gol ele me deixar, melhor", brincou.

DESAFIO GRANDE

O atacante lembrou de sua passagem pelo Flamengo no segundo semestre do ano passado, quando não teve muitas oportunidades no time titular. Ele também negou que tenha pensado em se aposentar do futebol neste último período sem atuar.

"Eu tenho uma situação bacana por causa do meu trabalho, mas eu saí da favela. Então sou um cara bastante simples. Por conta da minha última temporada, o lance é pessoal. Tive chance de conquistar meu quarto título brasileiro, sabia que poderia ajudar e por algum motivo as coisas não aconteceram, coisas inexplicáveis. Não querendo voltar no tempo, mas não foi legal meu segundo semestre. Fiquei muito chateado. Então queria um desafio grande, e a Ponte se encaixou nesse perfil", disse. "Não penso sobre aposentadoria neste momento", encerrou o atacante.

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