Empate agrava crise do Santos

Depois de estar perdendo a partida até os 43 minutos do segundo tempo, o empate foi um alívio para os jogadores santistas, mas agravou a da crise vivida pelo Santos. Tanto que a polícia teve que armar um esquema especial para garantir a saída dos atletas, que acabou ocorrendo por outra porta. O técnico Celso Roth não encontrou justificativas para o fato do Santos ter cometido os erros nos três gols sofridos. E foi mais além: "entregamos os últimos quatro jogos", concluiu. Para ele, sua situação continua "normal, como a de quando a equipe está vencendo". Roth atribuiu os maus resultados às falhas de marcação, que tiraram o time da Copa do Brasil. "Não há explicação, por exemplo, fazer um gol e sofrer outro na saída de bola". Achou "inadmissível sofrer o segundo gol daquele jeito, quando a defesa estava jogando com três zagueiros e com jogadores da qualidade que o Santos tem." Roth considera seu time "imaturo e, por isso, mostra desequilíbrio." Admite a melhora no segundo tempo, com a entrada de William, Esquerdinha e Diego e pode, mais uma vez, mudar a equipe para o jogo de sábado, contra o Fluminense. "Esquerdinha e Diego não foram bem contra o Americano e saíram do time; com a boa apresentação, podem voltar", comentou Roth. Esquerdinha disse que entrou para ajudar o time e foi feliz. "Acho que chegou a minha hora", disse ele, de olho na camisa de titular. O goleiro Fábio Costa foi curto e grosso em sua análise do jogo contra o Botafogo: "tomamos três gols bobos e não podíamos mesmo ganhar a partida." Apesar de tudo, Robert acho que o empate não foi ruim. "Estávamos perdendo até os 43 minutos e conseguimos empatar; por isso acabou sendo bom.?

Agencia Estado,

10 Março 2002 | 18h14

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