Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Equilíbrio aproxima céu e inferno no Brasileirão

Apenas nove pontos separam zona do rebaixamento do atual G-7 da Libertadores

O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2017 | 11h25

Alívio são-paulino, apreensão corintiana. A rodada deste domingo terminou com sentimentos distintos para essas duas torcidas que, até poucos jogos atrás, sempre tiveram objetivos claros e antagônicos: para um, o título; para o outro, a permanência na Série A do Campeonato Brasileiro. Sem conseguir apresentar o mesmo rendimento das rodadas anteriores, o Corinthians se agarra à vantagem construída ainda no primeiro turno para se manter na liderança. O empate por 1 a 1 com o Cruzeiro, no Mineirão, derrubou para oito pontos a diferença sobre o Santos, o segundo colocado.

A vantagem na ponta já chegou a onze pontos sobre o Grêmio no início do returno, mas continua a cair. Restam doze partidas para o fim do Brasileirão, ou seja, 36 pontos estarão em disputa.

No Morumbi, o São Paulo finalmente saiu da zona do rebaixamento após vitória sobre o Sport por 1 a 0, em tarde de Sidão.

A queda do Corinthians e a recuperação do São Paulo escancaram um diagnóstico de equilíbrio entre os times na tabela de classificação. A diferença de pontos das equipes que brigam por uma vaga na Libertadores de 2018 (Cruzeiro já se garantiu pela Copa do Brasil) e os que rejeitam a possibilidade de disputar a Série B no ano que vem é de apenas nove pontos. Com esse panorama de equilíbrio, é difícil planejar cenário de rebaixados e classificados.

No Brasileirão do ano passado, levando em consideração a mesma 26.ª rodada, a diferença entre o 17.º colocado, o primeiro na zona do rebaixamento, e o sétimo, que na atual edição garante vaga na Libertadores, era de onze pontos. Voltando um pouco mais no tempo, essa diferença entre o céu e o inferno chegava a 12 e 14 pontos, respectivamente, nos campeonatos de 2016 e 2015. 

Em 2011, ela escancarou 15 pontos.

A vitória sobre o Sport e o adeus à zona do rebaixamento alçou o São Paulo a uma duplicidade de objetivos. Para os mais céticos, a zona de rebaixamento, antessala da Série B, está a um ponto, com o Avaí na cola. É uma realidade ainda a ser combatida, que não pode ser menosprezada. Numa visão mais otimista, caso consiga emplacar sequência de bons resultados nas próximas rodadas (Atlético-MG, fora; Atlético-PR, casa; Fluminense fora; e Flamengo, casa), o time de Dorival Junior muda o foco e, num cenário modesto, garantiria, ao menos, uma vaga para disputar a Copa Sul-Americana.

Com duas vitórias consecutivas e seis pontos a mais na classificação, o Vitória, de Vagner Mancini, deu mostra do que é o campeonato neste ano, saltando do penúltimo lugar para o décimo. Ficou a sete pontos da zona da Libertadores e pode diminuir essa diferença se bater o Sport, no Barradão, na próxima partida.

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