Daniel Augusto Jr./ Agência Corinthians
Daniel Augusto Jr./ Agência Corinthians

ESPECIAL: Guia do Campeonato Brasileiro de 2018

Competição vai sofrer interrupção após 12 rodadas por causa da Copa do Mundo na Rússia

O Estado de S.Paulo

13 Abril 2018 | 07h02

O Campeonato Brasileiro que começa neste sábado certamente será diferente do que retornará no dia 18 de julho, após mais de um mês de paralisação. Em ano de Copa do Mundo, o principal torneio nacional ganha uma espécie de intertemporada capaz de reequilibrar as forças em meio à disputa.

+ ACOMPANHE: Confira a tabela do Brasileirão

Serão 12 rodadas até 13 de junho, data da última jornada antes de os clubes ganharem a folga forçada por causa do Mundial na Rússia, que terá início no dia seguinte. Passado o torneio da Fifa, os brasileiros voltarão à guerra em 16 de julho, uma quarta-feira. Ou seja, 34 dias de abstinência. Das três edições de pontos corridos no atual formato disputadas em anos de Copa, apenas uma vez quem liderava a tabela antes da pausa acabou confirmando o título nacional posteriormente: em 2014, com o Cruzeiro.

A briga por um lugar na América

Neste ano, a fórmula se repete: todos contra todos, em turno e returno. Quem pontuar mais após 38 rodadas será o campeão, condição que o Corinthians buscará manter depois do troféu erguido na última temporada. Além do campeão, os três colocados subsequentes garantirão vaga diretamente na fase de grupos da Libertadores de 2019.

Já o quinto e o sexto vão para a etapa prévia da competição continental. Lembrando sempre que se os ganhadores de Copa do Brasil, Libertadores e/ou Sul-Americana estiverem também dentro desse G6, as vagas brasileiras à Libertadores vão sendo preenchidas pelos melhores colocados seguintes. Os quatro piores da Série A serão rebaixados à Segunda Divisão.

 

 

Premiação

A CBF costuma divulgar quanto vai pagar em prêmios em meados de setembro. Na última edição, o Corinthians embolsou cerca de R$ 18 milhões dos mais de R$ 63,7 milhões distribuídos aos 16 clubes que permaneceram na Série A. A expectativa é de valores próximos para esta temporada, corrigidos pela inflação, a exemplo do que ocorreu na temporada anterior. Com o índice na casa dos 2,95%, portanto, o acréscimo empurraria a bolada para aproximadamente R$ 18,5 milhões. Lembrando, para efeito de comparação, que a Copa do Brasil deste ano pagará o maior prêmio de uma competição organizada no continente: R$ 68,7 milhões.

 

Ano Artilheiro / Clube Gols
1971 Dario (Atlético-MG) 15
1972 Dario (Atlético-MG)

Pedro Rocha (São Paulo)

17
1973 Ramon (Santa Cruz) 21
1974 Roberto Dinamite (Vasco) 16
1975 Flávio Minuano (Inter 16
1976 Dario (Internacional) 16
1977 Reinaldo (Atlético-MG) 28
1978 Paulinho (Vasco) 19
1979 Roberto César (Cruzeiro) 12
1980 Zico (Flamengo) 21
1981 Nunes (Flamengo) 16
1982 Zico (Flamengo)

Serginho (São Paulo)

20
1983 Serginho (Santos) 22
1984 Roberto Dinamite (Vasco) 16
1985 Edmar (Guarani) 20
1986 Careca (São Paulo) 25
1987 Muller (São Paulo) 10
1988 Nilson (Internacional) 15
1989 Túlio (Goiás) 11
1990 Charles (Bahia) 11
1991 Paulinho McLaren (Santos) 15
1992 Bebeto (Vasco) 18
1993 Guga (Santos) 14
1994 Túlio (Botafogo)

Amoroso (Guarani)

19
1995 Túlio (Botafogo) 19
1996 Paulo Nunes (Grêmio)

Reinaldo (Atlético-MG)

16
1997 Edmundo (Vasco) 29
1998 Viola (Santos) 21
1999 Guilherme (Atlético-MG) 28
2000 Adhemar (São Caetano) 22
2001 Romário (Vasco) 21
2002 Luis Fabiano (São Paulo) 19
2003 Dimba (Goiás) 31
2004 Washington (Atlético-PR) 34
2005 Romário (Vasco) 22
2006 Souza (Goiás) 17
2007 Josiel (Paraná) 20
2008 Keirrison (Coritiba)

Washington (Fluminense)

Kléber Pereira (Santos)

21
2009 Diego Tardelli (Atlético-MG)

Adriano (Flamengo)

19
2010 Jonas (Grêmio) 23
2011 Borges (Santos) 23
2012 Fred (Fluminense) 20
2013 Éderson (Atlético-PR) 21
2014 Fred (Fluminense) 18
2015 Ricardo Oliveira (Santos) 18
2016 Diego Souza (Sport)

William Pottker (Ponte Preta)

Fred (Atlético-MG)

14
2017 Henrique Dourado (Fluminense)

Jô (Corinthians)

18

Corinthians

 

O Corinthians tem muito clara a tática para conquistar o bi do Campeonato Brasileiro neste ano. É só manter o que está sendo feito, apostar no bom e velho "em time que está ganhando, não se mexe". A base da equipe é a mesma do ano passado, com uma importante mudança no esquema tático e que já se mostrou eficiente, com o time sagrando-se campeão paulista.

O técnico Fábio Carille abriu mão do esquema tático com centroavante e passou a jogar com dois atacantes caindo pelas pontas e mais dois meias centralizados. Assim, a equipe passou a ter mais a bola no pé e também paciência para furar defesas. As mudanças surtiram efeito e o time conseguiu se adaptar a jogar sem uma referência na área.

No ano passado, em especial no primeiro turno, a campanha alvinegra foi fantástica. Na primeira metade do Brasileirão, a equipe conseguiu 15 vitórias e quatro empates e terminou o turno invicto. Ninguém no clube acredita que história se repetirá, mas a confiança em fazer bonito novamente é muito grande.

Em relação ao time do ano passado, o lateral-esquerdo Guilherme Arana, o zagueiro Pablo e o atacante Jô deixaram o clube. Em seus lugares chegaram Sidcley, Henrique e Carille mudou o esquema, apostando no jovem Mateus Vital como novidade. Os demais são os mesmos já conhecidos do torcedor e que fizeram parte da campanha de 2017.

Aliás, essa é a principal virtude da equipe. O entrosamento e experiência dos atletas podem ser diferenciais. Os jogadores, como Carille diz, sabem o que significa defender o Corinthians e pelo fato de virem de um título estadual e serem o atual campeão, dá uma tranquilidade que talvez nenhuma outra equipe no torneio possa ter. Entre os experientes, destacam-se também o goleiro Cássio e o lateral-direito Fagner, dois nomes bem cotados para defender a seleção brasileira na Copa do Mundo na Rússia.

O elenco consegue ter uma mescla importante de juventude e experiência. Jovens talentosos como Mateus Vital e Pedrinho dão o vigor necessário para que os mais veteranos, como Emerson Sheik e Danilo, apresentem o que falta para a equipe ter os nervos no lugar nos momentos de maiores problemas.

Mas assim como tantas outras equipe do Brasileirão, tudo pode mudar para o Corinthians após a Copa do Mundo. O clube espera contratar grandes nomes para reforçar o elenco, principalmente no ataque, mas também deverá perder importantes atletas. Um deles é o volante Maycon, que deverá se transferir para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.

Time-base: Cássio; Fagner, Henrique, Balbuena e Sidcley; Gabriel, Maycon, Rodriguinho e Jadson; Mateus Vital e Romero. Técnico: Fábio Carille.

Títulos: 7 (1990, 1998, 1999, 2005, 2011, 2015 e 2017)

São Paulo

 

O clube registrou seu pior retrospecto na era dos pontos corridos no ano passado e vive pressionado para fazer um Campeonato Brasileiro diferente dos últimos. Sem vencer o torneio há dez anos, depois do tri consecutivo conquistado entre 2006 e 2008, a equipe tricolor busca o caminho para voltar a ser pelo menos competitiva.

Mas o torcedor já teve mostras de que deve se preparar. Não será fácil. O elenco atual não convence. "Medalhões" contratados para a temporada ainda buscam sua forma ideal, o time ainda não está entrosado o suficiente e, em campo, as oscilações já marcaram um início de ano preocupante. Até aqui foram seis jogos contra equipes de Série A. Cinco derrotas.

Entre as novidades do time para a temporada estão Nenê, Valdívia, Diego Souza, Anderson Martins, Jean, Tréllez, Gonzalo Carneiro e Régis. As buscas tentam suprir baixas significativas do elenco do ano passado, como Hernanes e Lucas Pratto. A aposta na base, com a ascensão de diversas peças para o profissional, como Liziero e Bissoli, também marca o início de temporada do São Paulo.

Impaciente, o torcedor tricolor deposita sua esperança no comando técnico de Diego Aguirre. O treinador uruguaio assumiu o time numa sequência de mata-matas. Esteve na montagem do time que bateu o CRB pela 3ª fase da Copa do Brasil, passou pelo São Caetano nas quartas do Paulista e caiu diante do Corinthians na semifinal estadual, além do revés no jogo de ida contra o Atlético-PR pela 4ª fase do torneio nacional e o duelo contra o Rosário Central pela Sul-Americana. 

Apesar de não ter disputado a final do Paulistão, o São Paulo vem mostrando uma substancial mudança de postura em campo desde a chegada do uruguaio. A eliminação em Itaquera deixou isso claro - o São Paulo caiu de pé diante do time que seria campeão. E os desafios agora são por regularidade, estabilidade e, principalmente, por títulos.

O São Paulo não sabe o que é ser campeão desde a Sul-Americana de 2012. E precisa mostrar a seu torcedor que o apoio demonstrado principalmente no ano passado não terá sido em vão. Protestos na madrugada e ordens de um Morumbi vazio neste ano já mostram que a conversa será diferente neste ano. Em campo, o desafio agora é provar que o São Paulo ainda pode voltar a ser chamado de "soberano".

Time-base: Sidão; Eder Militão, Rodrigo Caio, Arboleda e Reinaldo; Petros, Jucilei, Liziero e Valdívia; Nenê e Tréllez.

Títulos: 6 (1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008)

Palmeiras

 

O Palmeiras começa o Campeonato Brasileiro com mais tristeza e menos esperança do que em anos anteriores. Embora continue com um elenco forte, jogadores renomados e finanças que permitem a chegada de novos reforços, a equipe estreia na competição ainda abalada pelo vice-campeonato no Paulistão e em dúvidas sobre qual o seu real potencial.

O time de melhor campanha no Estadual terminou a participação derrotado pelo Corinthians na decisão e inseguro sobre o quanto o time pode render. Apesar de ter conseguido bater rivais em clássicos e feito boas apresentações, deixou uma última impressão ruim. A derrota para o rival em pleno Allianz Parque colocou em dúvida se no Brasileiro a equipe terá o comportamento instável de quem perdeu o título em casa ou a constância de quem tem ido bem em partidas da Libertadores.

A interrogação que paira no Palmeiras é fruto da grande decepção vivida no Estadual. O diretoria apostava na competição com forma de dar confiança ao time e tirar o peso pelo ano sem títulos vivido em 2017. O efeito, porém, foi contrário. A final com o Corinthians era o cenário ideal para ser usado como incentivo para o restante da temporada. O resultado negativo acabou por virar um golpe de difícil superação.

Em vez de se imaginar como candidato a campeão, o time usará as rodadas iniciais para readquirir confiança e testar variações. As partidas finais do Paulista mostraram a equipe com pouco repertório para enfrentar adversários de peso, como foram Santos e Corinthians. Pelo menos o clube tem condições de corrigir a rota. O poderio em trazer reforços o elenco repleto de opções que podem ser moedas de troca em possíveis negociações permitem ao Palmeiras continuar a ter chances de fazer uma boa campanha.

Time-base: Jailson; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Thiago Martins e Victor Luís; Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima; Willian, Dudu e Borja. Técnico: Roger Machado.

Títulos: 9 (1960, 1967 - Torneio Roberto Gomes Pedrosa, 1967 - Taça Brasil, 1969, 1972, 1973, 1993, 1994 e 2016)

Santos

 

Os baixos investimentos realizados pelo Santos para a temporada de 2018 não fazem o time deixar de sonhar com uma boa campanha no Campeonato Brasileiro. Para isso, o clube confia na manutenção do êxito que os seus reforços vêm tendo, além de duas virtudes enxergadas em times de sucesso de um passado recente: o talento das promessas das divisões de base e a força do seu ataque.

Embora tenha perdido várias referências do seu elenco após o último Brasileirão - casos de Zeca, Ricardo Oliveira e Lucas Lima - e tenha adotado uma política de corte de gastos, o Santos teve êxito no mercado ao ver três jogadores contratados se transformarem em titulares: o lateral-esquerdo Dodô e os atacantes Eduardo Sasha e Gabriel Barbosa, o Gabigol, que retornou ao Brasil com a meta de liderar o time.

Os dois atacantes compõem o forte setor ofensivo do Santos, algo que contraria até o estilo de jogo que elevou o status do técnico Jair Ventura na sua passagem pelo clube anterior, o Botafogo, quando conduziu um modesto elenco até as quartas de final da Copa Libertadores de 2017.

Eduardo Sasha e Gabigol se juntam a um ataque que também conta com Bruno Henrique, um dos destaques do time no ano passado, mas que perdeu todo o Campeonato Paulista por causa de lesões no olho. Agora, porém, ele aguarda apenas o aval dos médicos para ficar à disposição de Jair Ventura, o que deverá ocorrer logo nas rodadas iniciais do Brasileirão.

Além dele, o Santos volta a apostar as suas fichas em promessas das divisões de base para o ataque. São os casos de Rodrygo, de apenas 17 anos e eleito a revelação do Campeonato Paulista, e de Arthur Gomes, de 19 e que disputou todos os jogos do time agora em 2018, ainda que o clube não tenha brilhado no Estadual, parando nas semifinais.

Mas nem só em jovens e atacantes o Santos apostará no Brasileirão. Jair Ventura espera que referências do elenco como o goleiro Vanderlei e o zagueiro David Braz para que ele deem a segurança defensiva e equilíbrio necessários para o time repetir as recentes boas campanhas - foi terceiro em 2017 e vice em 2016 - mesmo sem contar com referências de outrora e altos investimentos.

Time-base: Vanderlei; Daniel Guedes, David Braz, Lucas Veríssimo e Dodô; Alison, Léo Cittadini e Jean Mota (Arthur Gomes); Eduardo Sasha, Gabriel e Bruno Henrique (Rodrygo). Técnico: Jair Ventura.

Títulos: 8 (1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1968, 2002 e 2004)

Flamengo

 

Dono de um dos elencos mais fortes do futebol nacional, o Flamengo abrirá a sua campanha neste Campeonato Brasileiro pressionado. O time decepcionou a sua torcida no ano passado, quando só conseguiu conquistar o Campeonato Carioca e amargou derrotas nas finais da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana, esta última no Maracanã em uma decisão contra o Independiente, da Argentina, na qual parte de seus torcedores protagonizaram cenas de vandalismo e invadiram o estádio. O fato rendeu punições ao clube para a Copa Libertadores deste ano e fez 2017 terminar de forma negativa para a equipe.

De volta aos gramados para a temporada de 2018, o Flamengo despontou como principal favorito ao título do Campeonato Carioca. O time se sagrou campeão do primeiro turno da competição e depois foi às semifinais com a vantagem do empate para ir à decisão. Porém, caiu diante do azarão Botafogo em uma derrota que teve um efeito devastador dentro da Gávea.

De uma só vez, o clube anunciou as demissões do técnico Paulo César Carpegiani e do diretor-executivo de futebol Rodrigo Caetano, assim como dispensou outros três profissionais rubro-negros de velha data: Jayme de Almeida, que fazia parte da comissão técnica permanente; o ídolo Mozer, então gerente de futebol; e o preparador físico Marcelo Martorelli, que acumulava 28 anos de Fla.

As demissões ocorreram no final de março e desde então a equipe passou a ser dirigida pelo auxiliar Maurício Barbieri, que vem sendo muito elogiado pelos jogadores pelo trabalho que vem realizando nos treinamentos. Ele seguiu à frente do time depois de a diretoria flamenguista ouvir um não de Renato Gaúcho, que recebeu proposta para assumir a equipe carioca, mas confirmou a sua permanência no Grêmio no último domingo logo após faturar o título estadual no Sul.

Com esta nova aposta no comando, o Flamengo voltará a tentar justificar a força do seu elenco, que tem nomes como o goleiro Diego Alves, o zagueiro Réver, os meias Diego e Everton Ribeiro e os atacantes Henrique Dourado, Vinicius Junior e Guerrero. 

Deste trio ofensivo, Henrique Dourado chegou como contratação de peso para esta temporada após deixar o Fluminense como artilheiro do Brasileirão em 2017, enquanto Guerrero deve defender novamente a equipe no segundo semestre após cumprir suspensão por doping e defender o Peru na Copa do Mundo. 

Vinicius Junior, por sua vez, vem brilhando pela equipe e o clube tenta segurá-lo até o final do ano após já ter negociado o garoto de 17 anos com o Real Madrid em uma transação de 45 milhões de euros confirmada em meio de 2017. O jogador, porém, só poderá atuar pelo time espanhol a partir do dia 12 de julho, quando completa 18 anos.

Para completar, o elenco tem como opções de meio-campo o promissor Lucas Paquetá e o experiente Ederson, além do colombiano Marlos Moreno. E o que não falta também são opções boas para o ataque, como por exemplo Felipe Vizeu, Berrío e Everton.  

No ano passado, após chegar a brigar diretamente pela liderança e sonhar com o título do Brasileirão, o Flamengo fechou a sua campanha em sexto lugar, 16 pontos atrás do campeão Corinthians, e teve como consolo a classificação direta para a fase de grupos da Libertadores deste ano. No caso, o time foi beneficiado pelo fato de que o Grêmio e o Cruzeiro encerraram a competição nos respectivos quarto e quinto lugares e configuraram um G6 na zona de classificação ao torneio continental porque o clube mineiro faturou a Copa do Brasil e a equipe gaúcha ganhou a própria Libertadores.

Time-base: Diego Alves; Pará, Juan, Réver e Renê; Cuéllar, Willian Arão, Lucas Paquetá, Diego e Everton; Henrique Dourado. Técnico: Maurício Barbieri (interino).

Títulos: 5 (1980, 1982, 1983, 1992 e 2009)

Vasco

 

O Vasco entra no Campeonato Brasileiro de 2018 tentando esquecer o vice do Campeonato Carioca e, ao mesmo tempo, com atenções divididas com outra competição: a Copa Libertadores. O objetivo é repetir o desempenho do ano passado, justamente quando conseguiu a classificação para o torneio continental com uma sétima colocação. Para isso, terá de fazer também como em 2017 e vencer a desconfiança.

Entre trancos e barrancos nesta temporada, o time cruzmaltino esteve a minutos de ser campeão carioca, mas ficou na segunda colocação do Estadual após a derrota nos pênaltis para o Botafogo na grande decisão. Até pela forma pela qual aconteceu, o revés foi bastante sentido pelos jogadores e pela torcida.

Mas a ordem é esquecer rapidamente, afinal o Vasco tem muito para se preocupar no restante da temporada. Não bastasse a disputa do Brasileirão, o time tenta a classificação para as oitavas de final da Libertadores e ainda terá a Copa do Brasil pela frente.

Para fazer bonito no Brasileirão, a torcida deposita as suas esperanças no técnico Zé Ricardo. Contratado no ano passado para tentar livrar o Vasco do rebaixamento, ele não só alcançou esse objetivo, como conduziu o time ao torneio continental após uma sequência de bons resultados na reta final.

Entre os jogadores, a aposta é nos jovens valores do elenco. O meio-campista Evander, de 19 anos, viveu bons momentos neste início de ano até se contundir, assim como o atacante Paulinho. Maior promessa da base vascaína nos últimos anos, ele inclusive foi eleito o craque do Campeonato Carioca e deve ser a estrela da equipe neste Brasileirão.

A maior preocupação do torcedor cruzmaltino é a inconstância da equipe. Se no começo do ano o ataque era a maior preocupação, principalmente pelas atuações abaixo do esperado de Andrés Ríos e Riascos, com o decorrer da temporada foi a defesa que caiu de produção. Mais um problema para Zé Ricardo corrigir se quiser sonhar com a parte de cima da tabela no Brasileirão.

Time-base: Martín Silva; Rafael Galhardo, Paulão, Erazo e Fabrício (Henrique); Desábato, Wellington (Evander), Yago Pikachu, Wagner e Paulinho; Riascos. Técnico: Zé Ricardo.

Títulos: 4 (1974, 1989, 1997 e 2000)

Fluminense

 

O Fluminense foi uma das grandes surpresas do último Campeonato Carioca. Se não chegou à decisão, a evolução de um grupo tão jovem ao longo da competição permitiu que o técnico Abel Braga fizesse uma avaliação positiva ao final da campanha. Para este início de Campeonato Brasileiro, a ordem é justamente seguir com este crescimento.

O elenco é baseado em jovens valores, respaldados por uma ou outra peça mais experiente. Do time considerado titular, somente o goleiro Júlio César e o zagueiro Gum têm mais de 30 anos. Ayrton Lucas, Ibañez e Pedro, porém, têm 20 ou menos.

O rejuvenescimento deste elenco não foi natural. No final do ano passado, nomes importantes do elenco - como o goleiro Diego Cavalieri, o zagueiro Henrique e, principalmente, o meia Gustavo Scarpa - se desligaram do clube, em crise financeira. Já no início desta temporada, Henrique Dourado, um dos poucos destaques remanescentes, foi para o rival Flamengo.

Parecia ser o golpe final para um time que ficara de fora das semifinais da Taça Guanabara e fora eliminado precocemente da Copa do Brasil, na terceira fase, pelo Avaí. Mas foi justamente após o insucesso no primeiro turno do Campeonato Carioca que o Fluminense se reergueu.

Para a Taça Rio, Abel Braga se apegou ao esquema com três zagueiros e viu o time responder bem. Ibañez se tornou peça fundamental no sistema defensivo, que permitiu que os laterais Gilberto e Ayrton Lucas explorassem as suas características ofensivas. No meio de campo, Sornoza era o articulador para Marcos Junior e, principalmente, Pedro, que se estabeleceu e terminou o Estadual como artilheiro, com sete gols.

Não fosse o gol sofrido no último lance da semifinal diante do Vasco, o Fluminense teria ido à decisão do Campeonato Carioca e poderia ter brigado pelo título. Por isso, o time deixou o Estadual em alta e entra no Brasileirão confiante de fazer uma campanha melhor do que a do ano passado, quando lutou contra o rebaixamento até as últimas rodadas.

Pesa contra a equipe, no entanto, o elenco limitado, em qualidade e em peças. O próprio Abel admitiu a necessidade de ir ao mercado e buscar novos jogadores, inclusive porque o clube briga também na Copa Sul-Americana. A tendência, a princípio, é o time lutar pelo meio da tabela de classificação, mas no Campeonato Carioca o time já mostrou que pode surpreender.

Time-base: Júlio César; Renato Chaves, Gum e Ibañez; Gilberto, Richard, Jádson, Sornoza e Ayrton Lucas; Marcos Júnior e Pedro. Técnico: Abel Braga.

Títulos: 4 (1970, 1984, 2010 e 2012)

Botafogo

 

Com um elenco limitado e desde o início deste ano com um técnico novato, Alberto Valentim, o Botafogo abriu o Campeonato Carioca de 2018 como o principal azarão entre os maiores aspirantes ao título. 

E a tendência se confirmou ao longo da competição, pois o time chegou às semifinais como o dono da pior campanha entre os quatro chamados grandes do Rio. Porém, beneficiado também por um regulamento esdrúxulo criado para esta edição do torneio, eliminou o Flamengo e depois bateu o Vasco na decisão para ficar com a taça do Estadual, que o clube não conquistava desde 2013.

Embalados por esta conquista, os botafoguenses iniciarão a sua campanha no Campeonato Brasileiro, na segunda-feira, contra o Palmeiras, no Engenhão, mais uma vez na condição de azarões, mas confiantes novamente de que a força do conjunto de uma equipe "operária" poderá fazer a diferença. 

No ano passado, também com um plantel modesto, o Botafogo terminou o Brasileirão apenas em décimo lugar, mas chegou às quartas de final da Copa Libertadores e só foi ser eliminado pelo Grêmio, que depois ficaria com o título continental. E é bom lembrar que, antes mesmo da fase de grupos, os botafoguenses levaram a melhor sobre os tradicionais Olimpia, do Paraguai, e Colo-Colo, do Chile, em mata-matas de estágios preliminares do torneio.

Em meio a um elenco limitado, os destaques principais do Botafogo são os goleiros Gatito Fernández e Jefferson, este último um ídolo e "reserva de luxo" que já confirmou a sua aposentadoria dos gramados após o final desta temporada.

A força do conjunto e a segurança garantida por esta dupla debaixo das traves, porém, ainda é muito pouco para fazer a equipe alvinegra sonhar com voos mais altos neste Brasileirão. Pelo nível do seu elenco, o objetivo mais palpável neste momento parece ser ficar entre os dez primeiros e conquistar uma vaga na Copa Sul-Americana. E, se a equipe engrenar, quem sabe poderá beliscar um posto na Libertadores.

Uma novidade do elenco do Botafogo para esta temporada é o volante Jean, contratado por empréstimo junto ao Corinthians depois de ter ser destacado com a camisa do Vasco no ano passado. O elenco alvinegro, por sinal, já conta com o zagueiro Yago e o lateral-esquerdo Moisés, também emprestados pelo Corinthians. 

O time botafoguense de 2018, porém, possui menos peças de destaque do que no ano passado, quando tinha o goleador Roger como grande referência ofensiva antes de o jogador ser contratado pelo Internacional. Para completar, a equipe perdeu para a continuidade desta temporada o meio-campista João Paulo, que se recupera de grave fratura sofrida recentemente, além do volante Bruno Silva, negociado com o Cruzeiro, e o lateral Victor Luis, hoje no Palmeiras, dois nomes que se sobressaíram com a camisa alvinegra na temporada de 2017.

Time-base: Gatito Fernández; Marcinho, Joel Carli, Igor Rabello e Moisés;  Marcelo e Rodrigo Lindoso; Rodrigo Pimpão (Renatinho), Leo Valencia e Luiz Fernando; Kieza. Técnico: Alberto Valentim.

Títulos: 2 (1968 e 1995)

Atlético-MG

 

O Atlético Mineiro participa da edição de 2018 do Campeonato Brasileiro sob uma nova realidade. Visto como protagonista do torneio nacional nas últimas temporadas em razão dos altos investimentos realizados para encerrar um jejum que vem desde 1971, o time agora chega com apostas mais modestas, mas ainda assim com a meta de obter a classificação à próxima Copa Libertadores, algo que não conseguiu no ano passado.

Com a queda nas receitas, algo provocado por não estar no torneio continental, e as elevadas dívidas, o novo presidente do Atlético-MG, Sergio Sette Câmara, decidiu apostar em um elenco barato para 2018, liberando atacantes com a Copa do Mundo no currículo, como Robinho e Fred, e até a negociar uma referência do elenco: o lateral-direito Marcos Rocha.

Esse cenário de diminuição nos investimentos ficou ainda mais exposto com a decisão do clube de apostar em uma solução interna para o comando do time após a demissão de Oswaldo de Oliveira, com o auxiliar Thiago Larghi, que se ainda não foi efetivado na função, é, de fato, o seu treinador desde a sexta rodada do Campeonato Mineiro.

As opções modestas ainda não deram grandes resultados em 2018, mas há confiança no clube de que a acirrada disputa pelo título mineiro com o Cruzeiro, com a final sendo definida apenas nos critérios de desempate após uma campanha irregular na fase de classificação, represente evolução e se transforme em um time mais competitivo para o Brasileirão.

Para isso, porém, o Atlético-MG espera ver seus reforços exibirem potencial maior do que o visto até agora em 2018. Afinal, dos sete jogadores contratados para a temporada de 2018, apenas um, o centroavante Ricardo Oliveira, se tornou titular, sendo, inclusive, o artilheiro da equipe no ano.

Sem brilho dos reforços, o Atlético-MG também deve buscar outros nomes no mercado, ainda que contratações de impacto estejam descartadas em 2018. Assim, resta confiar em nomes que são referência do elenco há anos, como o goleiro Victor, o zagueiro Leonardo Silva e o atacante Luan, todos campeões da Libertadores de 2013, além dos estrangeiros Cazares e Otero, destaques do time nos primeiros meses do ano e não vão desfalcar seus times durante a Copa do Mundo, pois suas seleções não se classificaram ao torneio na Rússia.

Com essas referências, o Atlético-MG tenta superar a campanha decepcionante de 2017, quando foi apenas o nono colocado no Brasileirão, para ao menos ficar entre os seis times que garantem presença na Libertadores de 2019 por meio do torneio nacional.

Time-base: Victor; Patric, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Adílson, Elias e Cazares; Luan, Ricardo Oliveira e Otero. Técnico: Thiago Larghi.

Títulos: 1 (1971)

Cruzeiro

 

Como acontece quase em todos os anos, o Cruzeiro inicia o Campeonato Brasileiro como um dos maiores favoritos ao título. Embalado pela conquista do título do Campeonato Mineiro sobre o Atlético, o time celeste encara logo de cara na estreia outro forte candidato: o Grêmio. Para os jogadores, o clube gaúcho é um dos rivais a ser batido, além de Palmeiras, Corinthians e Flamengo.

Bicampeão nacional em 2013 e 2014, o Cruzeiro aposta na mesma fórmula que deu certo nas duas conquistas para voltar ao topo no futebol brasileiro em 2018. A diretoria entregou mais uma vez ao técnico Mano Menezes um elenco numeroso e bastante forte, capaz de suportar um torneio longo e competitivo. Que terá a concorrência de outra competição importante: a Copa Libertadores, além da Copa do Brasil, em que o time defende o título.

Para ter sucesso neste Brasileirão, o Cruzeiro sabe que será preciso uma boa arrancada. O clube projeta terminar a primeira fase do Brasileirão, antes da parada para a Copa do Mundo na Rússia, na liderança ou na segunda posição. Na 12.ª rodada, no dia 13 de junho, a Série A vai ser paralisada por causa do Mundial e só voltará em 16 de julho.

Em campo, o Cruzeiro tem apostado na manutenção da base que defendeu o time nos últimos anos, já sob o comando de Mano Menezes. São os casos de jogadores importantes do elenco, como os meias Robinho, Thiago Neves e o uruguaio Arrascaeta, além dos atacantes Sassá, Raniel e Rafael Sóbis.

Mesmo com uma base campeã, o Cruzeiro não para de se reforçar. Nesta semana chegou o lateral-esquerdo Patrick Brey, a oitava contratação em 2018. Além dele chegaram o lateral-direito Edilson, os laterais-esquerdos Egídio e Marcelo Hermes, os volantes Mancuello e Bruno Silva e os atacantes David e Fred. O problema é que o veterano centroavante se lesionou seriamente no joelho direito - ligamento anterior cruzado, totalmente, e um dos ligamentos periféricos - e dificilmente jogará em 2018.

Time-base: Fábio; Ezequiel, Dedé, Leo e Egídio; Henrique e Ariel Cabral; Robinho, Thiago Neves e Arrascaeta; Sassá. Técnico: Mano Menezes.

Títulos: 4 (1966, 2003, 2013 e 2014)

América-MG

 

Campeão brasileiro da Série B de 2017, o América-MG retorna ao Brasileirão com a esperança de fazer uma campanha melhor do que da última vez, em 2016, quando terminou como lanterna da primeira divisão nacional. Para isso, o time mineiro aposta na base da última temporada, inclusive com a manutenção do técnico Enderson Moreira.

Entre os remanescentes, o lateral-direito Norberto e o zagueiro Messias foram recentemente escolhidos para a seleção do Campeonato Mineiro, no qual o América-MG chegou até as semifinais, sendo eliminado pelo rival Atlético. Outro americano selecionado entre os melhores do Estadual foi o atacante Aylon, que veio do Goiás como um dos reforços para 2018.

Além dele, o América-MG já contratou outros 12 jogadores para a atual temporada, com destaque para alguns experientes como o zagueiro Matheus Ferraz, o lateral-esquerdo Carlinhos, o volante Wesley e o centroavante Rafael Moura. Chegaram ainda o lateral-direito Aderlan, os meias Ruy e Serginho e os atacantes Capixaba, Judivan e Ademir. O volante Matheus Sales também foi contratado no início do ano, mas já deixou o clube.

Por outro lado, alguns nomes importantes da conquista da Série B deixaram o clube. Entre os atacantes, Bill foi para o futebol da Tailândia e Edno acertou com o Moreirense, de Portugal. O zagueiro Ernandes acertou com o Ceará, que também subiu para a primeira divisão nacional e outros quatro campeões da Série B, que estavam no América-MG por empréstimo, retornaram a seus clubes: o lateral-esquerdo Pará, para o Cruzeiro; o volante Willian Oliveira e o atacante Felipe Amorim, para o Fluminense; e o atacante Mike, para o Internacional.

A estreia do América-MG será neste domingo, às 11 horas, contra o Sport, no estádio Independência, em Belo Horizonte.

Time-base: João Ricardo; Norberto, Messias, Rafael Lima e Giovanni; Zé Ricardo, David e Serginho; Aylon, Rafael Moura e Luan. Técnico: Enderson Moreira.

Grêmio

 

Enquanto campeões estaduais entrarão no Campeonato Brasileiro com um título recente na bagagem, o Grêmio começará a competição no embalo de nada menos do que três troféus consecutivos. Os títulos da Copa Libertadores, da Recopa Sul-Americana e do Campeonato Gaúcho, este após um jejum de oito anos, dão confiança de sobra e status de favorito neste Brasileirão.

O status foi reforçado pela permanência do técnico Renato Gaúcho, cujo compromisso com o elenco gremista o fez desistir de uma transferência para o Flamengo, e pela chegada de reforços no início do ano. O clube gaúcho contratou o zagueiro Paulo Miranda e ganhou em quantidade e qualidade no ataque, com as chegadas de André, Alisson, Hernane e Jael. Thaciano, Madson e Thonny foram outros reforços.

Além disso, o Grêmio conseguiu manter peças importantes do seu elenco, como o volante Arthur e o atacante Luan, que eram dados como baixas certas ao final do ano. Arthur, com acerto preliminar com o Barcelona, só deve deixar o clube em dezembro. E Luan, após forte assédio na janela de transferências do meio do ano, não atraiu a mesma atenção no início da temporada.

Renato Gaúcho ainda deve passar a contar novamente com o meia Douglas a partir de maio. O experiente armador está perto de se recuperar de lesão, que o deixou de fora da maior parte da temporada passada. Será mais um a qualificar um elenco que, desta vez, espera deixar para trás o dilema entre o Brasileirão e a Libertadores.

Em 2017, o time gaúcho "desistiu" rápido da competição nacional. O bom rendimento no torneio internacional fez logo Renato Gaúcho concentrar a sua energia e os melhores jogadores nas partidas da Libertadores, em busca do tricampeonato, que veio em novembro. Mesmo assim, o Grêmio ocupou a segunda colocação durante a maior parte do Brasileirão e terminou em quarto lugar.

Os reforços de 2018 devem dar maior fôlego ao clube na disputa simultânea das duas competições. Além disso, o Grêmio terá certa vantagem em comparação aos rivais no quesito desgaste físico, por ter estreado na temporada duas semanas depois que os demais. O time principal entrou em campo pela primeira vez somente em fevereiro, em razão das férias tardias, após a disputa do Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro.

Após o descanso, Renato Gaúcho e cia. fizeram bonito no Gauchão. Com a meta de superar um jejum de oito anos sem troféus no Estadual, o Grêmio teve campanha impecável com sua equipe principal. Anulou o início ruim de campanha realizado pelo seu time B, recuperou-se na tabela de classificação e, no caminho até o título, despachou o rival Internacional nas quartas de final.

Na decisão, não deixou qualquer dúvida em relação ao seu favoritismo. Aplicou 4 a 0 no jogo de ida contra o Brasil de Pelotas. E, na volta, venceu por 3 a 0. Foi mais uma demonstração de força às vésperas do início do Brasileirão.

Time-base: Marcelo Grohe; Léo Moura, Pedro Geromel, Kannemann e Cortez; Maicon, Arthur, Ramiro e Luan; Everton e Jael. Técnico Renato Gaúcho.

Títulos: 2 (1981 e 1996)

Internacional

 

Acostumado a ser incluído nas listas de candidatos ao título do Campeonato Brasileiro, o Internacional vai viver situação incomum neste ano. Após duas temporadas para esquecer, com direito a seu primeiro rebaixamento da história, o time gaúcho iniciará o Nacional deste ano como coadjuvante em seu retorno à Série A.

A má fase do clube gaúcho teve início em 2016 com a fraca campanha naquele Brasileirão, o que resultou na queda. Para piorar, o Internacional ainda tentou evitar o rebaixamento ao recorrer até a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês), no chamado Caso Victor Ramos - uma suposta escalação irregular do jogador rebaixaria o Vitória no lugar dos gaúchos.

Sem sucesso, o time de Porto Alegre precisou disputar a Série B pela primeira vez na história. E, na segunda divisão nacional, também não empolgou. Demitiu dois treinadores ao longo da competição (Guto Ferreira e Antônio Carlos) e suou para brigar pelo título que não veio. Sem exibir a superioridade esperada pela torcida, a equipe viveu altos e baixos no campeonato e deixou o título escapar para o América-MG. Subiu como vice-campeão.

Em baixa desde a queda, o clube ainda não convenceu a torcida de que pode voltar a brigar por grandes feitos em nível nacional. Tanto que voltou a decepcionar no Campeonato Gaúcho. Foi eliminado ainda na fase de quartas de final e justamente diante do arquirrival Grêmio, que veio a conquistar o título.

Para o Estadual, o técnico Odair Hellmann contou com reforços na tentativa de reerguer o time. O Internacional contratou neste ano os laterais Dudu (ex-Figueirense) e Ruan (Boa), os volantes Gabriel Dias (Paraná) e Patrick (Sport) e o centroavante Roger (Botafogo), principal reforço para o ataque.

O clube ainda promoveu o retorno do zagueiro Rodrigo Moledo, como já havia feito com o atacante Leandro Damião, ainda em meados de 2017. A maior baixa no elenco, em comparação ao ano passado, foi a transferência de Eduardo Sasha para o Santos. Wellington Silva, do Fluminense, chegou para compensar esta baixa.

Ainda sem mostrar maior sinal de recuperação neste ano, o Internacional vai começar o Brasileirão sob desconfiança dos torcedores e dos rivais. E não deve sonhar alto. O maior objetivo da equipe será mostrar a regularidade que não se viu na Série B para se manter na primeira divisão.

Time-base: Marcelo Lomba; Cláudio Winck (Fabiano), Rodrigo Moledo, Víctor Cuesta e Iago; Rodrigo Dourado, Gabriel Dias, Edenilson, D'Alessandro e Camilo (Patrick); Nico López (Roger). Técnico: Odair Hellmann.

Títulos: 3 (1975, 1976 e 1979)

 

Atlético-PR

Já se passaram pouco mais de três meses que a temporada de 2018 do futebol nacional começou e a grande maioria dos clubes já entrou em campo por mais de 20 vezes, contando jogos por torneios estaduais, nacionais ou até mesmo internacionais. É neste cenário que começa o Campeonato Brasileiro e o Atlético Paranaense entra com uma certa vantagem por estar mais "descansado" que os rivais.

Como tem acontecido nos últimos anos, o Atlético Paranaense tem colocado seu time sub-23 para disputar o Estadual nos primeiros meses da temporada. Em 2018 não foi diferente e a equipe principal só entrou em campo de forma oficial em seis oportunidades até agora - cinco jogos pela Copa do Brasil e a estreia na Copa Sul-Americana, na última quarta-feira, contra o Newell's Old Boys, em Curitiba.

Com o seu elenco bem fisicamente, o objetivo do Atlético Paranaense neste Brasileirão é o pelotão da frente. Conquistar uma vaga na próxima edição da Copa Libertadores é o objetivo maior do time, que a partir de agora emendará uma partida atrás da outra em três competições diferentes com seus principais jogadores.

Para comandar a equipe, a diretoria rubro-negra resolveu fazer uma aposta arriscada. No início do ano, tirou o técnico Fernando Diniz do Guarani e o contratou pensando em seu bom trabalho realizado no modesto Audax, de Osasco (SP), que chegou à decisão do Campeonato Paulista de 2016 - foi derrotado pelo Santos.

Com um futebol de posse de bola e toques rápidos, Fernando Diniz aos poucos tenta impor seu estilo e conseguiu a contratação de jogadores de confiança. Em 2018, o Atlético Paranaense contratou o goleiro Felipe Alves, o zagueiro Emerson, o lateral-direito Thiago Carleto, os volantes Camacho e Pierre, o meia Raphael Veiga e os atacantes Bergson e Marcinho.

A estreia do Atlético-PR neste Brasileirão será neste domingo, às 19 horas, contra a Chapecoense, na Arena da Baixada, em Curitiba.

Time-base: Santos; Pavez, Paulo André e Thiago Heleno; Jonathan, Lucho González, Raphael Veiga (Camacho) e Thiago Carleto; Guilherme, Pablo e Nikão. Técnico: Fernando Diniz.

Títulos: 1 (2001)

Paraná

 

O Paraná volta a disputar a elite do Campeonato Brasileiro depois de 10 anos. Adotando a política pés no chão e tendo um dos menores investimentos entre os 20 integrantes da Série A, o clube paranaense tem como principal objetivo neste retorno escapar do rebaixamento para evitar o retorno à Série B.

Como já era esperado, muitos jogadores chamaram a atenção pela boa campanha realizada no ano passado e o Paraná não conseguiu competir com o poderio financeiro de outros clubes. As principais peças que deixaram o clube foram os zagueiros Eduardo Brock e Iago Maidana, os meias Renatinho e João Pedro, além do atacante Alemão.

A comissão técnica tricolor também passou por mudanças. Matheus Costa não teve o seu contrato renovado e Wagner Lopes começou a temporada, mas foi demitido depois de seis jogos devido ao início ruim no Campeonato Paranaense. Campeão olímpico pela seleção brasileira, Rogério Micale é o atual treinador.

Com uma folha salarial que gira em torno de R$ 1 milhão, o Paraná manteve a base que disputou o Estadual e contratou alguns reforços pontuais para o Brasileirão. Entre as principais contratações estão o zagueiro Cléber Reis (ex-Santos e Corinthians), o meia Caio Henrique (ex-Atlético de Madrid) e os atacantes Carlos (ex-Atlético Mineiro) e Silvinho (ex-Ponte Preta e São Paulo).

No retorno à elite, a diretoria espera contar com o apoio dos torcedores para realizar uma boa campanha. Na Série B do ano passado, o clube teve uma média de 10.798 pessoas por jogo, ficando atrás apenas de Internacional (23.307) e Ceará (20.555).

Fundado em dezembro de 1989, o Paraná disputou 16 vezes a elite do Brasileirão - a primeira foi em 1993 - e a melhor campanha aconteceu em 2006, quando terminou na quinta colocação e garantiu vaga na Copa Libertadores do ano seguinte.

Time-base: Richard; Alemão, Cléber Reis, Rayan e Mansur; Leandro Vilela, Jhonny Lucas, Caio Henrique e Carlos Eduardo; Silvinho e Carlos. Técnico: Rogério Micale.

Chapecoense

 

A Chapecoense entra no Campeonato Brasileiro tentando apagar o início ruim da temporada de 2018. O clube começou o ano entusiasmado por disputar novamente a Copa Libertadores e por aparecer como um dos favoritos ao título catarinense. Mas caiu no torneio continental na segunda fase preliminar, em confronto contra o Nacional, do Uruguai, e acabou ficando com o vice-campeonato estadual ao perder para o Figueirense.

O time de Chapecó (SP) liderou com folga durante todo o Estadual, mas acabou perdendo na final para o Figueirense por 2 a 0, em plena Arena Condá. O resultado ligou o sinal de alerta dentro do clube, que tem apenas mais duas competições no ano: o Brasileirão e a Copa do Brasil.

A diretoria, inclusive, deve aproveitar para participar de alguns amistosos internacionais, que acontecerão como uma espécie de homenagem devido ao trágico acidente envolvendo o avião da LaMia, que culminou com a morte de 71 pessoas, em 2016. O clube catarinense recebeu um convite para enfrentar o Torino no dia 28 de julho, no estádio Olímpico Grande Torino, em Turim.

A Chapecoense está na galeria dos clubes que nunca foram rebaixados no Brasileirão. Ele disputa a competição desde 2014 e teve a melhor campanha justamente no ano passado, quando passava por uma grande reestruturação depois do acidente. Ficou na oitava colocação, garantindo assim uma vaga na Libertadores.

Em 2014, a Chapecoense fez a 15.ª melhor campanha, ficando à frente de clubes como Palmeiras e Botafogo, por exemplo, na sua primeira participação. No ano seguinte, ficou uma posição acima, enquanto que em 2016 terminou na 11.ª colocação, confirmando a ascensão a cada ano.

A Chapecoense começa o Brasileirão com alguns problemas. O técnico Gilson Kleina pode perder o zagueiro Douglas e o volante Canteros, que têm vínculo com clube até o dia 31 de maio. As negociações, envolvendo São Paulo e Flamengo, respectivamente, estão adiantadas.

Por outro lado, o time catarinense está muito perto de anunciar a contratação de Leandro Pereira, ex-Palmeiras. O atacante já treina com o elenco, mas deve reforçar a equipe de Gilson Kleina apenas nas próximas rodadas.

Time-base: Jandrei; Eduardo, Douglas, Rafael Thyere e Bruno Pacheco; Amaral, Márcio Araújo, Luiz Antônio e Canteros; Guilherme e Wellington Paulista. Técnico: Gilson Kleina.

Bahia

 

O Bahia disputará a Série A do Campeonato Brasileiro pelo segundo ano consecutivo. Na temporada passada, o time tricolor passou boa parte da temporada na luta para não ser rebaixado. Mas reagiu nas rodadas finais e ainda conquistou uma vaga para a Copa Sul-Americana.

Agora em 2018, a equipe chega para a competição embalada após a conquista do Campeonato Baiano em cima do arquirrival Vitória e se prepara para estrear na edição que marca os 30 anos da conquista do Brasileirão de 1988 em um time que tinha o camisa 10 Bobô como principal referência.

O técnico Guto Ferreira deve começar a atual competição com o time do Bahia atuando no esquema 4-5-1. O atacante Edigar Junio, que iniciou o Estadual atuando pelas pontas, voltou a fazer a função de centroavante nas rodadas finais e agradou o treinador.

Edigar Junio é um dos jogadores que terminaram o Estadual em alta. Além dele, o meia Vinícius e o volante Tiago Gregore conquistaram a vaga de titular da equipe ao longo da competição. Outro destaque do Bahia foi o goleiro Douglas Friedrich, que fez duas grandes partidas nas finais contra o Vitória. Quem está em baixa é o ex-palmeirense Allione, que perdeu um lugar entre os 11.

Guto Ferreira também utilizou o Estadual para testar seis jogadores das categorias de base. Destaque para o atacante Júnior Brumado, que passou a entrar com regularidade no decorrer das partidas e terminou o Campeonato Baiano com três gols.

Além do Brasileirão e da Copa Sul-Americana, o Bahia ainda terá que se dividir em mais outras duas disputas. O time está nas quartas de final da Copa do Nordeste. E também entrará direto nas oitavas de final da Copa do Brasil por ter faturado o título da Copa do Nordeste no ano passado.

A estreia da equipe baiana neste Brasileirão será neste domingo, contra o Internacional, às 16 horas, no Beira-Rio, em Porto Alegre.

Time-base: Douglas Friedrich; Nino Paraíba, Tiago, Lucas Fonseca e Léo; Tiago Gregore, Elton, Vinícius, Marco Antônio e Zé Rafael; Edigar Junio. Técnico: Guto Ferreira.

Títulos: 2 (1959 e 1988)

 

Vitória

O Vitória espera passar por menos apuros neste ano no Campeonato Brasileiro. Na temporada passada, o time rubro-negro se livrou do rebaixamento somente nos últimos minutos da rodada final - com uma boa dose de sorte. Isso porque no duelo de despedida da temporada passada perdeu por 2 a 1 para o Flamengo, sofrendo o gol da derrota nos acréscimos.

O resultado poderia custar a queda. Mas, também no final de sua partida, a Chapecoense derrotou o Coritiba de virada, por 2 a 1, e assegurou a equipe baiana na elite nacional por mais um ano e rebaixou o time paranaense para a Série B.

O Vitória encerrou a edição 2017 do Brasileirão em 16º lugar, com os mesmos 43 pontos do Coritiba e do também rebaixado Avaí. Vagner Mancini era o técnico da equipe na ocasião e se manteve no cargo neste ano. No Estadual, ele conduziu a equipe ao vice-campeonato, com duas derrotas para o Bahia na decisão. Durante o Brasileirão deste ano, também dividirá atenções com a Copa do Brasil e a Copa do Nordeste.

Até aqui, a principal aposta da equipe para se manter longe da zona de rebaixamento é o atacante Neilton. Ele terminou o Campeonato Baiano como artilheiro deste ano com sete gols e foi eleito o principal jogador da competição.

Outro destaque da equipe foi o veterano atacante André Lima. Apesar de ter passado por lesões ao longo do Estadual, ele foi bem quando esteve em campo. Nos seis jogos que participou, marcou um total de quatro gols.

No Brasileirão, Vagner Mancini voltará a contar com o zagueiro Kanu, o volante Yago, o meia Rhayner e o atacante Denílson, que foram suspensos por oito jogos durante o Estadual por conta da briga no clássico contra o Bahia ainda na fase inicial da competição.

Ironia do destino, o Vitória abrirá a sua campanha no Brasileirão de 2018 justamente contra o Flamengo, o seu último rival em 2017. A partida será às 19 horas deste sábado, no Barradão, em Salvador.

Time-base: Fernando Miguel; Rodrigo Andrade, Kanu, Ramon e Juninho; Uillian Correia, José Welison (Felippe Soutto), Yago, Baumjohann e Rhayner; Neilton. Técnico: Vagner Mancini.

Sport

 

O primeiro semestre foi difícil para o Sport. Eliminado na Copa do Brasil e no Campeonato Pernambucano em apenas três meses, o clube enfrenta a pressão do torcedor para se redimir no Campeonato Brasileiro. Isso porque não tem nenhuma outra competição até o final da temporada - também não se classificou para a Copa do Nordeste e nem para a Copa Sul-Americana. Daqui até dezembro são 38 jogos para tentar mudar o histórico de fracassos em 2018.

No último ano, o Sport chegou até a última rodada lutando contra o rebaixamento e precisou de uma vitória em cima do campeão Corinthians para escapar da segunda divisão nacional. Para esta temporada, o técnico Nelsinho Baptista quer alçar voos maiores e sonha em aparecer na primeira parte da tabela de classificação, entre os 10 primeiros. Mas, da mesma forma, tem que lidar com o clima de instabilidade, mesmo porque o clube atrasou o salário dos jogadores no início da temporada.

A solução da diretoria para melhorar os resultados é renovar o elenco. Até agora Capa, Thalisson, Thomás e Leandro Pereira já deixaram o clube. O atacante Juninho, que se envolveu em polêmicas extracampo, está fora dos planos de Nelsinho Baptista e deve ser emprestado. Por outro lado, Andrigo, Nonoca, Hygor e Ernando já assinaram com o clube pernambucano. Carlos Henrique, atacante do Londrina, também está muito perto do acerto.

Diante dos resultados ruins deste primeiro semestre, o Sport encontrou um alento inesperado: tempo para trabalhar. Sem precisar dividir a atenção com outras competições, o clube depende apenas de suas forças no Brasileirão, que ainda deve parar por algumas semanas durante a Copa do Mundo. A última partida do elenco aconteceu no dia 2 de abril, quando venceu o Salgueiro por 3 a 0 e ficou com o modesto terceiro lugar do Campeonato Pernambucano.

A estreia do Sport neste Brasileirão será neste domingo, contra o América-MG, às 11 horas, no estádio Independência, em Belo Horizonte.

Time-base: Agenor; Cláudio Winck, Ernando, Léo Ortiz e Sander; Anselmo, Ferreira e Gabriel; Andrigo, Marlone e Hygor. Técnico: Nelsinho Baptista.

Títulos: 1 (1987)

Ceará

 

O Ceará vive o nervosismo da reestreia na Série A do Campeonato Brasileiro depois de nove anos. O técnico Marcelo Chamusca não consegue esconder a ansiedade do jogo contra o Santos neste sábado, em São Paulo, pela primeira rodada. O treinador não pôde acompanhar a grande final do último domingo, quando foi campeão do Campeonato Cearense em cima do rival Fortaleza. Ele passou mal no banco de reservas e teve que ser atendido pelos médicos, mas se apega aos números deste início da temporada.

Recuperado, o treinador já quer manter o foco na principal competição da temporada. O objetivo é claro: terminar o Brasileirão na primeira parte da tabela de classificação, entre os 10 primeiros. Os números do Ceará na temporada transmitem otimismo ao torcedor: em 28 jogos até agora são 18 vitórias, seis empates e apenas quatro derrotas - pouco mais de 71% de aproveitamento. Além do título cearense, avançou na liderança do Grupo D da Copa do Nordeste e está nas quartas de final contra o CRB.

Além das motivações coletivas, Marcelo Chamusca também tem um objetivo pessoal neste sábado: fará a sua estreia como treinador na elite do futebol brasileiro. Com 51 anos, já comandou forças menores como Paysandu, Guarani, Sampaio Corrêa, Atlético Goianiense e o rival Fortaleza, mas todos nas divisões inferiores. Dentro de campo, o técnico não deve ter mistério, já que tem mantido uma escalação básica e já desenhou o seu time titular.

Com apenas 19 anos e revelado nas categorias de base, o atacante Arthur é a principal aposta do clube para a temporada. Ele terminou como artilheiro no Estadual, com 16 gols, e já conquistou o espaço no ataque ao lado de Wesley e Felipe Azevedo. 

O zagueiro Tiago Alves, que disputou o Campeonato Paulista pelo Red Bull Brasil, voltou para a capital cearense e aos poucos também deve retomar sua condição de titular da equipe.

Time-base: Éverson; Pio, Valdo, Luís Otávio e Romário; Raul, Juninho e Ricardinho; Wesley, Arthur e Felipe Azevedo. Técnico: Marcelo Chamusca.

 

Ano Técnico / Clube
1960 Oswaldo Brandão (Palmeiras)
1961 Lula (Santos)
1962 Lula (Santos)
1963 Lula (Santos)
1964 Lula (Santos)
1965 Lula (Santos)
1966 Aírton Moreira (Cruzeiro)
1967 Mário Travaglini (Palmeiras)
1968 Zagallo (Botafogo)
1969 Rubens Mineli (Palmeiras)
1970 Paulo Amaral (Fluminense)
1971 Telê Santana (Atlético-MG)
1972 Oswaldo Brandão (Palmeiras)
1973 Oswaldo Brandão (Palmeiras)
1974 Mário Travaglini (Vasco)
1975 Rubens Minelli (Internacional)
1976 Rubens Minelli (Internacional)
1977 Rubens Minelli (São Paulo)
1978 Carlos Alberto Silva (Guarani)
1979 Ênio Andrade (Internacional)
1980 Cláudio Coutinho (Flamengo)
1981 Ênio Andrade (Grêmio)
1982 Paulo César Carpegiani (Flamengo)
1983 Carlos Alberto Torres (Flamengo)
1984 Carlos Alberto Parreira (Fluminense)
1985 Ênio Andrade (Coritiba)
1986 Pepe (São Paulo)
1987 Emerson Leão (Sport)
1988 Evaristo Macedo (Bahia)
1989 Nelsinho Rosa (Vasco)
1990 Nelsinho Baptista (Corinthians)
1991 Telê Santana (São Paulo)
1992 Carlinhos (Flamengo)
1993 Vanderlei Luxemburgo (Palmeiras)
1994 Vanderlei Luxemburgo (Palmeiras)
1995 Paulo Autuori (Botafogo)
1996 Luiz Felipe Scolari (Grêmio)
1997 Antônio Lopes (Vasco)
1998 Vanderlei Luxemburgo (Corinthians)
1999 Osvaldo de Oliveira (Corinthians)
2000 Joel Santana (Vasco)
2001 Geninho (Atlético-PR)
2002 Emerson Leão (Santos)
2003 Vanderlei Luxemburgo (Cruzeiro)
2004 Vanderlei Luxemburgo (Santos)
2005 Antônio Lopes (Corinthians)
2006 Muricy Ramalho (São Paulo)
2007 Muricy Ramalho (São Paulo)
2008 Muricy Ramalho (São Paulo)
2009 Andrade (Flamengo)
2010 Muricy Ramalho (Fluminense)
2011 Tite (Corinthians)
2012 Abel Braga (Fluminense)
2013 Marcelo Oliveira (Cruzeiro)
2014 Marcelo Oliveira (Cruzeiro)
2015 Tite (Corinthians)
2016 Cuca (Palmeiras)
2017 Fábio Carille (Corinthians)
 

SÉRIE B

 

Diferente dos anos anteriores, a Série B do Campeonato Brasileiro não tem nenhum dos chamados "grandes" e por isso tem tudo para ser bastante equilibrada. Justamente devido a esse equilíbrio, é difícil apontar os quatro candidatos ao acesso à elite. Já em relação ao rebaixamento, São Bento, Oeste, Boa Esporte e Sampaio Corrêa não podem bobear. Tudo, porém, deve ser resolvido nas rodadas finais, pois o "perde e ganha" nessa temporada será algo comum.

 

Tradição e presença de Ceni

Dois tradicionais clubes brasileiros estão na Série B. Rebaixado, o Coritiba inicia o campeonato pressionado depois de perder a final paranaense para o reserva do Atlético-PR. O time coxa-branca busca o bicampeonato.

De volta depois de oito anos na Série C, o Fortaleza tem como principal aposta o treinador: Rogério Ceni. O ídolo do São Paulo foi bancado no cargo pela diretoria após ficar com o vice no Cearense.

Finalista do Campeonato Gaúcho - perdeu a decisão para o Grêmio -, o Brasil de Pelotas aposta na manutenção da base para surpreender na Série B, assim como o Londrina, que contratou o multicampeão Dagoberto. Alguns times iniciam o campeonato sob desconfiança: Boa Esporte, Sampaio Corrêa, Juventude e Paysandu.

Clássicos regionais

Entre os 20 participantes, o Estado que possui mais representantes é São Paulo. Rebaixada no ano passado, a Ponte Preta vai reencontrar o Guarani depois de cinco anos sem o tradicional dérbi campineiro. O rival vem animado com a conquista da Série A2 do Paulista ao vencer na final o Oeste, que também está na Série B. Já o São Bento volta a disputar a Segundona Nacional após 25 anos.

O Centro-Oeste também merece destaque com os três principais clubes na mesma divisão. Campeão em 2016, o Atlético-GO está de volta à Série B após realizar uma campanha ruim no Brasileirão do ano passado, terminando como lanterna. Ele terá pela frente os rivais Goiás e Vila Nova. Comandado por Hélio dos Anjos, o time esmeraldino promete brigar pelo acesso depois de decepcionar em 2017. 

Rebaixado no ano passado, o Avaí vai reencontrar o rival Figueirense. O Criciúma também representa Santa Catarina. Outro clássico que merece destaque é entre CSA e CRB, que fizeram a final do Campeonato Alagoano no último final de semana. O time azulino levou a melhor.

 

EXPEDIENTE

Edição: Paulo Favero

Reportagem: Ciro Campos, Daniel Batista, Felipe Rosa Mendes, Gabriel Melloni, João Prata, Leandro Silveira, Luis Filipe Santos, Matheus Lara, Rafael Franco, Renan Cacioli e Vinícius Saponara

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