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Copa 2014

Esquema de segurança para seleção passará por primeiro teste

Robson Morelli - Enviado especial - O Estado de S. Paulo

10 Junho 2014 | 07h 05

Polícia Federal também acompanha o deslocamento das outras equipes através de um centro de comando geral em Brasília

O aparato se segurança da Fifa fará seu primeiro teste nesta terça-feira desde que assumiu a seleção brasileira na Granja Comary. O time de Felipão volta a pegar a estrada com destino ao Rio e depois a São Paulo, onde na quinta faz sua estreia na Copa do Mundo contra a Croácia. A entidade presidida por Joseph Blatter colocou 18 agentes na sede do Brasil em Teresópolis. A vigilância é de 24 horas por dia, com revezamento. Nada deu errado por enquanto.

Desde o treino de segunda-feira, quando um garoto invadiu o campo de treino, a segurança na Granja foi reforçada durante as atividades do time. Onde havia cinco agentes, agora tem nove. E poderá aumentar ainda mais. Esses agentes estão ganhando horas extras pelo trabalho e alguns cobrem a ausência dos que faltam. A seleção treina nesta terça no período da tarde, às 15h, para logo em seguida descer a Serra. Batedores, helicópteros, policiais militares, agentes da Polícia Federal, soldados do Exército. Todos fazem parte do aparato de segurança para o deslocamento do Brasil.

Dida Sampaio/Estadão
Tropa das Forças Armadas vão atuar em ações de Defesa da Copa do Mundo

O comboio que tem o ônibus da delegação ao centro, além do policiamento ostensivo, arrasta ainda dois veículos do Corpo de Bombeiros e uma ambulância para o caso de algum socorro emergencial, com médicos preparados para o atendimento imediato. A Polícia Federal, responsável pela organização de tudo, também se junta ao grupo com dois ou três veículos. Um dos seus agentes viaja dentro do ônibus da seleção, geralmente na parte da frente para não se misturar aos jogadores.

No Centro de Comando do Rio, todos os movimentos do comboio são monitorados em tempo real, da terra e do ar. As imagens chegam ao comando geral de Brasília, aos Ministério da Justiça e até a presidente Dilma Rousseff, se for o caso. Nesses 15 dias de preparação para a Copa do Mundo, o momento mais tenso desse deslocamento ocorreu na chegada do time, quando adesivos de greve e de paralisação geral foram pregados no ônibus. Uma falha na defesa pela proximidade dos manifestantes.

A Polícia Federal também acompanha o deslocamento das outras 31 seleções. A maioria já está no Brasil. A Fifa determina que todos os participantes do Mundial estejam no país-sede cinco dias antes da primeira partida. Para esse trabalho, 70% do efetivo da PF terá dedicação integral à Copa. Isso equivale a 7 mil agentes.

A determinação do comando é trabalhar pensando no pior cenário possível em relações, sobretudo, aos protestos e manifestações de ruas. Até agora, no entanto, essa preocupação não se justifica. Não há qualquer ameaça de ataque durante a competição para a cerimônia de abertura na Arena Corinthians, quinta-feira, por exemplo, quando os principais chefes de Estado e membros da 'família' Fifa estarão presentes, assim como os jogadores de Brasil e Croácia.

A determinação do comando é trabalhar pensando no pior cenário possível em relações, sobretudo, aos protestos e manifestações de ruas. Até agora, no entanto, essa preocupação não se justifica. Não há qualquer ameaça de ataque durante a competição para a cerimônia de abertura na Arena Corinthians, quinta-feira, por exemplo, quando os principais chefes de Estado e membros da 'família' Fifa estarão presentes, assim como os jogadores de Brasil e Croácia.

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