Amir Somoggi|Reprodução
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Estudo compara receitas do São Paulo em 2016 com a de outros clubes do País

Time do Morumbi alcança a quarta posição em receita total, atrás de Flamengo, Corinthians e Palmeiras

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

03 Maio 2017 | 07h03

Amir Somoggi, consultor independente em marketing e gestão esportiva, divulgou um balanço das finanças dos principais clubes brasileiros em 2016. Em receita total, o São Paulo manteve a mesma posição do período anterior, com o quarto lugar entre os 20 clubes, atrás de Flamengo, Corinthians e Palmeiras. Em 2016, a receita total do clube do Morumbi foi de R$ 393,4 milhões, uma variação de 19%.

Só que esse aumento é apenas o 15º entre os 20 clubes analisados no estudo. De um ano para outro, o São Paulo cresceu R$ 62 milhões, abaixo de Corinthians (R$ 187 milhões), Flamengo (R$ 154 milhões), Grêmio (R$ 135 milhões), Santos (R$ 126 milhões), Palmeiras (R$ 117 milhões), Fluminense (R$ 113 milhões) e Atlético-MG (R$ 72 milhões). Entre as equipes, apenas Internacional e Cruzeiro tiveram crescimento negativo.

Entre as principais fontes de receita, o São Paulo vai muito bem na venda de jogadores. Arrecadou em 2016 R$ 111,2 milhões, ficando atrás apenas do Corinthians, que obteve R$ 144,4 milhões. Já na receita com direitos de TV, o São Paulo arrecadou R$ 128 milhões, atrás de Flamengo, Corinthians, Grêmio, Fluminense, Vasco, Inter, Santos, Cruzeiro, Atlético-MG e Palmeiras.

Com patrocínio e publicidade, o São Paulo mostrou uma receita em 2016 de R$ 35,3 milhões, abaixo de Palmeiras, Corinthians, Flamengo e Grêmio. Como em 2015 a arrecadação do São Paulo foi de cerca de R$ 20 milhões em patrocínio, graças principalmente a Under Armour, no período de um ano os dirigentes acumularam mais R$ 15,3 milhões em receita, um aumento de 77%.

O São Paulo também conseguiu um superávit de R$ 800 mil, alterando o déficit de R$ 72,5 milhões do período anterior, mas a quantia é apenas a 15ª entre as equipes analisadas. Já a dívida total do clube aumentou de R$ 359,4 milhões para R$ 385,3 milhões, sendo a nona mais alta entre as equipes estudadas.

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