Expulsão de Picerni atrapalhou time

"Foi o grupo que perdeu. Não vamos achar culpados. Mas a expulsão do Jair nos prejudicou. Ele sabe organizar muito bem a equipe. Sentimos a ausência dele". A afirmação do goleiro Sílvio Luiz depois da derrota nos pênaltis para o Olimpia, que custou o título da Libertadores ao São Caetano, reflete bem a falta que o técnico Jair Picerni fez ao time, ao ser expulso de campo no final do primeiro tempo. Picerni foi expulso pelo árbitro colombiano Oscar Ruiz, em um lance bobo, em que Russo disputou uma bola com Quintana. O treinador foi tomar satisfações com o jogador do time do Paraguai. Deixou o banco de reservas querendo brigar com todo mundo, discutiu até com o juiz e prejudicou o São Caetano. Até então, a equipe brasileira vencia por 1 a 0 e parecia caminhar tranqüilamente para a conquista do título. Depois da expulsão de Picerni, o Olimpia voltou com tudo no segundo tempo, sufocou o São Caetano, conseguiu a virada e acabou como campeão, em pleno Pacaembu. Equilíbrio emocional, trabalho psicológico, controle da situação. Tudo isso era pregado pelo técnico do São Caetano. Seria a receita para que os erros das duas decisões perdidas anteriormente (em 2000, a Copa João Havelange, e em 2001, o Campeonato Brasileiro) não ocorressem desta vez, quando o time do ABC estava bem perto da glória. Não deu certo. O próprio Jair Picerni foi contra aquilo que ele mesmo defendia e jurava que a equipe havia aprendido, ao ser expulso num lance infantil. Se os jogadores já estavam nervosos no jogo, perderam ainda mais o controle depois que o comandante foi expulso.

Agencia Estado,

01 Agosto 2002 | 01h23

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