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Faltou malícia para superar a Holanda no Brasil, diz técnico do México

CARLOS CALVO - REUTERS

01 Julho 2014 | 12h 56

O técnico da seleção do México, Miguel Herrera, disse na segunda-feira que faltou malícia a sua equipe para administrar os últimos minutos da partida perdida para a Holanda pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

Um pênalti convertido por Klaas-Jan Hunterlaar aos 49 minutos do segundo tempo garantiu uma dramática vitória por 2 x 1 sobre o México, assim como a classificação da Holanda para as quartas de final do Mundial, fase que os mexicanos estiveram a minutos de alcançar pela primeira vez em 28 anos.

"Nos faltou ter a posse de bola nos últimos minutos, levá-la a um canto, gastarmos o tempo para segurar o jogo e o adversário não ter possibilidades. Talvez não tenhamos tido essa malícia, mas também agradeço que meus jogadores tenham jogado de igual para igual em vez de usar artimanhas", disse Herrera em uma coletiva de imprensa pouco depois de desembarcar no México.

"O maior erro foi não estar atentos, se estivéssemos mais atentos estaríamos no Brasil e não aqui sentados", acrescentou.

Foi o sexto Mundial em que o México foi eliminado nas oitavas de final desde 1994, nos Estados Unidos. O México alcançou as quartas somente em 1986, quando sediou a competição.

"Não conseguimos voltar com o objetivo mínimo, que era a quinta partida. Acredito que as pessoas estão felizes e orgulhosas desses rapazes pela atitude, determinação e dedicação, porque jogaram um bom futebol, jogaram de igual para igual com grandes seleções", afirmou Herrera.

Na fase de grupos, o México ganhou de Camarões por 1 x 0, empatou em 0 x 0 com o Brasil e venceu a Croácia por 3 x 1.

Mesmo sem ter alcançado o objetivo de chegar às quartas de final, Herrera recebeu apoio para continuar no cargo no ciclo seguinte, rumo ao Mundial na Rússia em 2018.

"A base está pronta para que Miguel continue com seu corpo técnico para o próximo processo, mas tem que respeitar as formalidades e apresentar um comunicado à federação", disse o diretor-geral de seleções nacionais da federação mexicana, Héctor González Iñarritu.

(Reportagem de Carlos Calvo Pacheco