Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

Feliz por convocação, Cássio vibra: 'Não ligo em ser o terceiro goleiro'

Jogador do Corinthians revela que nos treinos da seleção, recebeu conselho de Taffarel para melhorar jogo com os pés

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

15 Maio 2018 | 11h53

A convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo da Rússia, anunciada na segunda-feira, deixou o goleiro Cássio, do Corinthians, extremamente realizado. O jogador disse nesta terça-feira, em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava, que realiza um sonho ao ser chamado pelo técnico Tite e não se incomoda em ser o terceiro goleiro, já que o titular é Alisson e o reserva imediato Ederson.

+ Celebridades e especialistas fazem poucos ajustes na lista

+ Convocação desfalca Corinthians por sete partidas

"Posso ser na Copa o terceiro goleiro também, assim como na seguinte. Se continuar assim, não ligo. Vou lá fazer o meu melhor", disse. Cássio se apresenta à seleção na segunda-feira, em Teresópolis, e durante a preparação para a Copa da Rússia vai comemorar o aniversário de 31 anos. A presença na lista foi celebrada em jantar com familiares e amigos.

Para o jogador do Corinthians, o papel de reserva na Copa é motivo de orgulho por significar um prêmio por anos de dedicação. "Fico honrado e muito feliz. Vou lá para ajudar no que foi preciso. O Alisson tem total merecimento de ser titular, porque fez uma excelente Eliminatórias e uma grande campanha pelo clube", disse. "No grupo da seleção, todo mundo se sente à vontade e participativo", comentou.

Cássio tem a confiança de Tite desde os tempos de Corinthians. Contratado pelo clube em 2012, o jogador chegou como reserva e ganhou a posição durante a campanha do título da Libertadores. Foi o treinador que lhe deu a primeira oportunidade de atuar pela seleção, ao entrar em campo no segundo tempo do amistoso com o Japão, realizado na França, em novembro do ano passado.

Apesar de ter atuado pouco tempo, Cássio tem convocações seguidas pela seleção e convivência com o preparador de goleiros, Taffarel, de quem ouviu recomendações para melhorar no jogo com os pés. "Na seleção eu fiquei impressionado com a qualidade do Ederson com os pés. Mas ele tem isso desde a base. Não tem como em um ano eu ser o Cássio e no outro ser o Neuer ou o Ederson. Tenho muito a evoluir", afirmou.

O goleiro disse que a convocação para a Copa do Mundo é um presente pela superação que precisou ter em 2016, quando virou reserva. "Faz parte da carreira do atleta cair e reagir. Eu perdi minha posição, coloquei a cabela no lugar, procurei onde tinha de evoluir. Essa vaga na Copa para mim é uma honra", disse o corintiano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.