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Fifa aprova estrutura para permitir US$ 100 milhões em repasses para a CBF

As duas entidades serão sócias para administrar os recursos milionários

Jamil Chade, correspondente na Suíça, O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2017 | 08h27

GENEBRA - A Fifa voltará a enviar recursos para o futebol brasileiro, depois de dois anos e meio de suspensão. Nesta sexta-feira, a entidade aprovou a criação de uma estrutura sem fins lucrativos para permitir que o dinheiro prometido para a CBF seja repassado. As duas entidades serão sócias para administrar os recursos milionários. 

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Prometido em 2014, um fundo de US$ 100 milhões (R$ 324 milhões) ao Brasil fazia parte do legado da Copa e seria investido nos estados que não receberam jogos da Copa, como forma de compensação por não terem sido escolhidos. Ainda assim, o valor era apenas 2% da renda que a Fifa obteve com o evento no País.

Mas a história mudou depois do indiciamento de dirigentes brasileiros diante da Justiça americana. Advogados da entidade alertaram que seria um risco fazer uma transferência para uma entidade cujo comando estava sendo questionado. 

Para chegar a novo entendimento, a Fifa exigiu novos controles sobre o destino dos recursos, fiscalização e um programa de compliance por parte da entidade brasileira. Uma estrutura será criada no Brasil, com a participação da Fifa e da CBF. 

Em setembro, um entendimento inicial foi obtido, com o compromisso de que uma nova entidade seria criada até o final do ano. Nela, Fifa e CBF seriam sócias na gestão dos recursos a ser aplicado no Brasil. 

Agora, a Fifa confirma que o processo irá adiante. Na semana passada, técnicos da CBF estiveram em Zurique, enquanto os primeiros programas começam a ser definidos. 

Controles - A Fifa também aceitou criar mecanismos extras de controle para começar a liberar o dinheiro que a CBF tem direito a receber como membro da entidade máxima do futebol. 

Esses recursos e até prêmios estavam congelados. Em 2016, a CBF deveria ter recebido US$ 1,25 milhão (R$ 4 milhões), mesmo valor de 2017. Mas isso não foi pago, exatamente por conta da situação dos dirigentes nacionais. Nem mesmo o prêmio pelo Mundial de Futebol de Praia havia sido liberado. 

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