Fabrice Coffrini/AFP
Fabrice Coffrini/AFP

Fifa diz ter avançado nas discussões sobre direitos dos trabalhadores no Catar

Há denúncias da ocorrência de trabalho escravo nas construções de estádios da Copa 2022

Estadao Conteudo

02 Maio 2017 | 10h50

Quatro meses depois de vencer na Justiça uma ação que contestava a escolha do Catar como país-sede da Copa do Mundo de 2022 por suspeita de uso de trabalho escravo nas obras dos estádios para o torneio, a Fifa diz estar satisfeita com avanços nas discussões sobre os direitos de operários que atuam nas obras de infraestrutura da competição.

Em nota divulgada nesta terça-feira em seu site oficial, a entidade disse que o diálogo com empresas e com o Sindicato Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira (BWI, na sigla em inglês), estão trazendo resultados positivos.

"As discussões estão sendo muito construtivas e frutíferas com o objetivo de promover e fortalecer os esforços para a melhoria do bem-estar dos trabalhadores imigrantes da construção de infraestrutura da Copa do Mundo do Catar", afirma a entidade.

A Fifa ainda declara que, nos últimos anos, se esforçou para sistematizar e fortalecer a defesa dos direitos humanos dentro da entidade, com a criação de um Conselho Consultivo de Direitos Humanos, que atua desde março deste ano de forma independente, segundo a entidade.

O Catar foi definido como sede da Copa do Mundo de 2022 através de votação realizada em 2010. Desde então, o país já foi duramente criticado pelo uso de imigrantes com baixos salários nas obras dos estádios, mas também há participação de várias empresas europeias nas construções.

No início deste ano, um homem britânico morreu enquanto trabalhava na obra de um dos estádios. Anteriormente, o Catar havia confirmado a morte de quatro operários, sendo uma delas como resultado direto de um acidente de trabalho.

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