França espera ser chamado por Felipão

Depois da sexta goleada consecutiva, a pergunta era inevitável: Será possível continuar a seqüência no próximo jogo, contra o Palmeiras? "Clássico é clássico. Não dá para prever o que vai acontecer", disse um cauteloso e eufórico França. O jogador, que pela primeira vez fez quatro gols em uma partida, acredita ter feito uma das melhores atuações da carreira. O atacante espera que o desempenho lhe renda uma segunda chance na seleção brasileira comandada por Luiz Felipe Scolari. "O jogo contra a Islândia me complicou", admite o jogador que, no entanto, acha que poderia ir melhor contra a Iugoslávia, uma vez que costuma atuar melhor contra times que "saem para o jogo. Se isso não acontecer, a meta de superar Teixeirinha, terceiro artilheiro da história do São Paulo continua. Faltam nove gols. Dor-de-cabeça - Outro jogador muito festejado era Belletti. Depois de passar por um período de queda de rendimento e provações, que incluiu a reserva no São Paulo e atuações apagadas na seleção brasileira, o entusiasmo do jogador era evidente. Os olhos do jogador, que na semana passada recusou uma proposta para jogar no Internacional-RS, brilhavam. "Trabalhei muito duro durante a semana e acho que consegui porque nunca me faltou apoio dos companheiros ou da comissão técnica", disse o jogador, que marcou dois gols e reconquistou a torcida, que o vaiou no último jogo. Segundo o Belletti, um de seus principais incentivadores foi o meia Kaká. "Estou feliz por ter conseguido provar que o professor Nelsinho poderá contar comigo se precisar. Espero agora dar a ele uma dor-de-cabeça, positiva, para o jogo contra o Palmeiras. Belletti foi beneficiado pela tranferência de Gabriel para a lateral-esquerda, porque Gustavo Nery, com forte gripe, foi poupado. "Acho que com essa atuação, acho que o Belletti mostrou que pode e carimbou seu passaporte para a Copa do Mundo", disse Nelsinho, que não descarta a possibilidade de manter Gabriel na outra lateral contra o Palmeiras, caso Gustavo não jogue. Já o meia Kaká tentou rebater os comentários de que a goleada era resultado apenas da fragilidade do adversário. "O Bangu é o Bangu, mas tirou ponto de muita gente", lembrou. O jogador deu mostras que já está adquirindo a sonhada malandragem ao falar da discussão com Helder, na qual recusou desculpas por uma jogada violenta. "Disse para ele que se ele continuasse batendo eu faria ele ser expulso", conta. "Tem horas que a gente tem de impor respeito senão o adversário monta em cima."

Agencia Estado,

17 Março 2002 | 20h40

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