Galiotte afirma que oscilação do time causou troca de técnico do Palmeiras

Para presidente do clube, falta de evolução da equipe pesou para a demissão do treinador após quatro meses no cargo

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

05 Maio 2017 | 11h06

O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, disse nesta sexta-feira que a oscilação e a irregularidade do time na temproada causaram a troca de técnico. A diretoria demitiu Eduardo Baptista nesta quinta-feira após 21 jogos oficiais no cargo e um aproveitamento de 70% dos pontos, desempenho que para o dirigente, não foi suficiente para a permanência, porque as atuação do time não convenceram.

"Na nossa avaliação, o time, apesar de ter conquistado pontos, oscilou demais. Nós tivemos problemas de desempenho dentro de campo. Esse é o entendimento da nossa diretoria, e esse é o motivo de nós termos que fazer a alteração", explicou Galiotte. O presidente do clube concedeu entrevista coletiva durante cerca de 15 minutos nesta sexta-feira pela manhã, na Academia de Futebol onde o time se reapresentou após a derrota na quarta por 2 a 1 para o Jorge Wilstermann, na Bolívia, pela Copa Libertadores.

Apesar de líder do grupo 5 e a um empate da vaga nas oitavas de final da competição, a equipe conquistou as três vitóras na competição com resultados apertados. Dois desses resultados foram com gols nos acréscimos e o outro, foi de virada após ter levado 2 a 0. "Tínhamos um planejamento e no decorrer dos meses não atingimos a evolução esperada e necessária. Entendemos que precisávamos de ajustes. Essa foi a principal causa, a falta de evolução da equipe dentro de campo", explicou Galiotte.

Uma reunião na Academia de Futebol na quinta, por volta das 22h30, selou a saída do treinador. Baptista chegou ao clube em dezembro, após deixar a Ponte Preta, e tinha contrato até o fim da temporada. O resultado negativo na Libertadores não chegou a ser a maior causa da demissão. Para a diretoria, o principal empecilho para a continuidade dele foi a eliminação na semifinal do Campeonato Paulista para a Ponte Preta.

"O que foi decisivo para fazermos a alteração foi a evolução. Quando perdemos para a Ponte Preta, nos distanciamos do planejado. O Palmeiras tem grandes objetivos no ano e nesse momento entendemos que o time precisa de ajuste", disse. A equipe só volta a atuar no dia 11, quando recebe o Vasco, no Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.