Gastos com a seleção alemã chegam a 11 milhões de euros

A Federação Alemã de Futebol (DFB) nunca gastou tanto com uma seleção como está gastando agora com os comandados do treinador Jürgen Klinsmann. Ao todo, a DFB vai gastar até o fim do Mundial cerca de 11 milhões de euros entre concentração em Genebra, campo de regeneração num hotel na Sardenha (Itália), hotéis para os jogos-treino da Alemanha, quartel-general para o Mundial, em Berlim, no castelo Grunewald, e prêmios, bem como seguros para os jogadores e suas equipes durante a Copa do Mundo. A despesa mais cara, segundo publicou nesta terça-feira o jornal alemão Bild, foi a da estadia em Genebra. Por 10 dias, a DFB desembolsou 320 mil euros para garantir a tranqüilidade de Klinsmann e seus pupilos à beira do Lago de Genebra, no hotel La Reserve. O preço da diária para um quarto comum custa cerca de 500 euros. "Acontecimentos especiais exigem medidas especiais?, declarou o diretor da seleção, Oliver Bierhoff. Para o presidente da DFB, Theo Zwanziger, este é ?o valor do Mundial para nós?. A Federação ganha normalmente, com um Mundial, cerca de 3 milhões de euros. Vogts contra Klinsmann O ex-treinador da seleção alemã, campeão da Eurocopa em 1996, Berti Vogts, entrou na lista daqueles que criticam o trabalho de Klinsmann, que já foi seu pupilo. Na revista alemã 11 Freunde (11 amigos) desta semana, Vogts ataca o sistema de preparação adotado pelo treinador, principalmente a estadia na Sardenha. ?Jogadores alemães não precisam de regeneração. Nenhum jogador alemão está esgotado e saturado. Ao contrário, treinamos muito pouco. Outros esportistas treinam diariamente seis horas?, vociferou o ex-técnico. E Vogts não pára por aí. Para ele, os jogadores da equipe nacional estão mais preocupados em gastar suas energias para melhorar seus talentos no golfe. ?Eles pagam para melhorar no golfe, mas treinar depois dos exercícios num campo de futebol, eles acham uma exigência indevida. Isso eu não entendo?, disparou Vogts, que trabalha para a Federação Alemã ao lado de Ulli Stielike, vice-campeão mundial em 1982, e outros treinadores para analisar as condutas de treinamento da seleção. Além das críticas, o campeão mundial em 1974 faz um alerta aos pupilos de Klinsmann. ?O jogo de abertura contra a Costa Rica vai ter uma imensa pressão. Os brasileiros, como campeões do mundo, poderiam lidar com isso. Mas se a inexperiente equipe alemã pode, isso eu não sei?.

Agencia Estado,

23 Maio 2006 | 10h26

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