Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Gol e atuações transformam Egídio de renegado a desfalque no Palmeiras

Lateral-esquerdo reconquista espaço com o técnico Cuca e por estar suspenso, vira problema para clássico de sábado

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

26 Setembro 2017 | 07h00

Um chute certeiro, cruzado e no ângulo transformou o status de Egídio no Palmeiras. De renegado e com pouco espaço no elenco, o jogador agora virou um desfalque importante para o clássico com o Santos, pois recebeu o terceiro cartão amarelo e terá de cumprir suspensão.

O grande ponto de virada foi no domingo. O jogador marcou de pé esquerdo o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, e selou a volta por cima para encerrar o período mais tenso vivido em três temporadas no clube. O pênalti perdido na eliminação na Copa Libertadores ficou para trás. Agora, Egídio já começa a encarar com mais otimismo o futuro dentro da equipe.

Os próximos passos, no entanto, são incertos. O contrato dele vai somente até o fim do ano. Embora clube e o empresário do atleta, Eduardo Uram, já tenham sinalizado a vontade em prolongar o vínculo, as conversas ainda não evoluíram. Pelo menos o lateral já se sente mais tranquilo em não encerrar possivelmente por baixo sua passagem pelo Palmeiras.

"Meu contrato está acabando, e não quero sair aqui do Palmeiras pela porta de trás, mas sim pela porta da frente, que foi por onde entrei", disse Egídio, em entrevista ao canal SporTV. O jogador tem evitado se preocupar com a questão contratual. "Deixo com o meu empresário. Se ficar, vou ficar feliz, se não, quero sair feliz também. A gente conversa, troca ideia, mas a gente deu uma segurada no momento", afirmou.

Nos cerca de 45 dias de intervalo entre 9 de agosto, data do adeus à Copa Libertadores, e o gol sobre o Fluminense, o lateral passou por diferentes provações. A primeira foi a promovida pelo técnico Cuca logo depois de o pênalti cobrado por Egídio ser defendido pelo goleiro do Barcelona, do Equador, e o Palmeiras acabar eliminado. A decisão foi de preservar o jogador dos três compromissos seguintes do clube.

A opção foi fixar na lateral o meia Michel Bastos, um dos amigos mais próximos de Egídio dentro do elenco do Palmeiras. Cuca quis dar um tempo para o antigo titular sair do foco das críticas e o manteve nas atividades junto com os demais colegas. A rotina não se alterou no gramado, mas apenas fora dele.

Egídio procurou evitar a internet e os comentários ofensivos de torcedores nas redes sociais. As críticas sobre as atuações dele já vinham em doses ácidas mesmo antes do pênalti. Era o momento, portanto, de se poupar e aguardar a nova chance aparecer. A oportunidade veio contra o Atlético-MG, há duas semanas, fora de casa.

O treinador elogiou a atuação dele em jogo difícil. O Palmeiras segurou o empate por 1 a 1 com dois jogadores a menos. O próximo passo para a volta de Egídio era colocá-lo em campo na partida seguinte, pela primeira vez diante da própria torcida. Cuca considerava essa decisão como difícil, por sentir que em momentos anteriores a impaciência de alguns palmeirenses minava a confiança do lateral-esquerdo.

Ainda assim, o treinador manteve o jogador na vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba e repetiu a escalação no último domingo, quando um gol de Egídio deu a vitória sobre o Fluminense. "Ele merece por tudo o que tem trabalhado. Foi muito importante", comentou Cuca.

Depois de todo o processo de reviravolta no Palmeiras, Egídio virou desfalque em um momento importante. O jogador recebeu o terceiro cartão amarelo e não poderá entrar em campo no confronto direto com o Santos, pela vice-liderança. O detalhe é que no momento não há um substituto pronto para o antigo renegado. Michel Bastos tenta se recuperar de uma inflamação na pele. Juninho e Zé Roberto disputam a vaga.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.