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Copa 2014

Governo do Uruguai realizará reunião sobre suspensão de Suárez

O Estado de S. Paulo, com agências

26 Junho 2014 | 16h 55

Presidente José Mujica e ministra do Esporte classificam punição como 'duríssima e exagerada', e estão preocupados com o jogador 

O presidente do Uruguai, José Mujica, realizará uma reunião nesta quinta-feira para discutir a suspensão imposta pela Fifa ao atacante Luis Suárez, informou a imprensa local. Mujica se encontrará com a ministra de Turismo e Esporte, Liliam Kechichian, sobre a punição que tirou o astro da Copa do Mundo.

Mujica defendeu o atacante, assim como os furiosos torcedores que consideraram a decisão da Fifa exagerada. O presidente conversou com o técnico Oscar Tabárez para expressar sua "solidariedade", informou a emissora de TV Subrayado.

A ministra Liliam Kechichian classificou a punição como "duríssima, excessiva e desmedida". Ao jornal El Observador, informou que a decisão da Fifa parece mais uma "condenação". "Quando alguém quer punir algo errado, é preciso ajudar. O fato de deixá-lo fora do futebol por quatro meses, não permitir que ele vá aos estádios, não deixá-lo ficar com a delegação... Acho que nunca aconteceu algo assim na história."

O governo uruguaio também se preocupa com o ambiente da seleção uruguaia, que joga contra a Colômbia no sábado, e em como ajudar "o ser humano" Luis Suárez. "Não há quem saia na rua e não veja o impacto dessa punição nas pessoas. A falta (mordida no ombro de Chiellini) não influenciou o resultado do jogo, nem teve consequências importantes", avaliou a ministra.

Em entrevista ao Estado, na quarta-feira, o presidente Mujica disse que uma punição ao atacante seria resultado de avaliação parcial. "Se a Fifa o castigar por uma imagem de TV, também têm de penalizar os pênaltis que não foram marcados", alertou. "Por exemplo, não marcaram um pênalti sobre Cavani, que foi agarrado dentro da área. Eu acho que o que o juiz não marca na hora, está acabado. Ou trocamos os juízes pelos mecanismos de fora do jogo."

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