1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Governo promete empenho na campanha contra o racismo

Rafael Moraes Moura - Agência Estado

13 Março 2014 | 20h 08

Campanha será criada e colocada em prátida durante a Copa do Mundo no Brasil

BRASÍLIA - Após o encontro que a presidente Dilma Rousseff teve nesta quinta-feira com o volante Tinga e o árbitro Márcio Chagas da Silva, que foram vítimas recentemente de ofensas raciais em jogos de futebol, a ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, garantiu que o governo federal está empenhado na campanha contra o racismo que será feita na Copa do Mundo.

Antes do encontro desta quinta-feira no Palácio do Planalto, que contou também com a participação de representantes do Movimento Negro, Dilma já havia usado o Twitter para prestar solidariedade a Tinga e Márcio Chagas da Silva, assim como fez também com o volante Arouca, outra recente vítima de ofensas raciais no futebol. Na ocasião, a presidente defendeu que o Brasil faça "a Copa contra o racismo".

"Em primeiro lugar, a grande contribuição que o Movimento Negro trouxe para essa discussão é que a questão principal não é o racismo na Copa do Mundo. A questão principal é o racismo que existe nas sociedades e que, portanto, se manifesta no futebol", contou a ministra Luiza Barros. "De todo modo, o governo está empenhado numa campanha que será feita na Copa contra o racismo", completou.

Na saída do encontro em Brasília, Tinga comentou sobre a atenção dada pela presidente ao tema. "O que acredito que é importante é que ela se preocupou com a situação que aconteceu nesse último mês, tanto com a minha situação quanto a do Márcio, a do Arouca, e tive oportunidade de falar que tem outras coisas que acontecem no país em termos de preconceito. Espero que a gente possa conscientizar que isso é um fator de educação", disse o volante, que presenteou Dilma com uma camisa do Cruzeiro.

Também convidado para o encontro com Dilma, Arouca não pôde ir a Brasília na tarde desta quinta-feira, mas mandou uma carta para a presidente para agradecer o convite. "Aproveito para parabenizar pela iniciativa e pela boa vontade em debater o racismo, não apenas por nós três, que sofremos isso dentro de um campo de futebol, mas também por outros milhares, que, por falta de orientação - e por não terem a mesma visibilidade que nós temos diante das câmeras e dos microfones que cercam o mundo do futebol -, não se manifestam e não têm seus apelos ouvidos todos os dias", escreveu o volante do Santos.

"Para finalizar, peço, por favor, que não deixe esse assunto cair no esquecimento. Se pode existir uma vitória nisso tudo é a mobilização que criou e a vontade que todos têm demonstrado em colaborar para dar um basta. Mas isso não pode parar por aqui! É preciso levar até as últimas consequências e, repito, punir exemplarmente", completou Arouca, na carta enviada à presidente.

Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo