Arquivo/CBF
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Grandes jogos da Copa do Mundo de 2002

Vitórias sobre a Inglaterra, nas quartas, e Alemanha, na final, marcaram a trajetória do Brasil rumo ao título

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2018 | 03h00

A trajetória irrepreensível da seleção brasileira teve dois grandes atos: a vitória sobre a Inglaterra nas quartas de final, com o golaço de Ronaldinho Gaúcho, que seria expulso mais à frente naquele jogo, e o triunfo sobre a Alemanha na decisão, com dois gols de Ronaldo Fenômeno em jogadas com participações importantes de Rivaldo, vice-artilheiro do time na Ásia.

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BRASIL 2 X 1 INGLATERRA

A Inglaterra chegou para a partida de quartas de final contra o Brasil como sensação da Copa. Comandada por Beckham, jogava um futebol vistoso e seguro. A defesa era firme, havia tomado apenas um gol. E o começo do jogo foi realmente difícil para os brasileiros. O tecnico sueco Sven-Goran Eriksson armou o time com duas linhas de quatro. Com isso, o Brasil tinha a bola, rodava de um lado para o outro, mas não conseguia penetrar.

Os ingleses estavam esperando o momento certo para dar o bote. E ele veio quando Lúcio errou de forma bisonha ao tentar afastar a bola em lance fácil e permitiu a Owen entrar na cara de Marcos e fazer 1 a 0. O mérito do Brasil foi não se desesperar. E a sorte foi conseguir empatar no último lance do primeiro tempo. Após grande jogada individual de Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo chutou sem defesa para o goleiro.

Ronaldinho voltaria a brilhar no início da etapa final ao cobrar em direção ao gol uma falta em que todos esperavam o cruzamento, inclusive o goleiro Seaman, que foi encoberto. Pouco depois, porém, ele entrou de sola em um adversário e foi expulso. Com um a mais, a Inglaterra tentou sufocar. Mas apelou para o tradicional jogo aéreo, para alegria da zaga brasileira, que ganhou quase todas as bolas e garantiu a vitória e a ida à semifinal.

BRASIL 2 X 0 ALEMANHA

Brasil e Alemanha já estavam entre os maiores vencedores de Copas, os brasileiros com quatro, os alemães com três. Mas jamais haviam se enfrentado em um Mundial. Por isso, a final de 2002, em Yokohama, foi considerada uma espécie de tira-teimas. Depois do descrédito inicial, a seleção brasileira crescera e ganhara confiança. A alemã também se enchera de moral com o decorrer dos jogos, mas chegava à decisão com um desfalque e tanto: Ballack, o craque do time, não pôde atuar, por estar suspenso.

Ainda assim, a Alemanha começou tentando sufocar o Brasil. Passou o primeiro tempo rondando a área brasileira, mas poucas vezes levou perigo. A seleção de Scolari chegava de vez em quando, mas também não ameaçou muito. A etapa final também estava equilibrada, como as duas seleções tomando todo o cuidado para não ser supreendida. A diferença é que o Brasil tinha Rivaldo e Ronaldo fazendo a diferença em um time em que todos os jogadores estavam bem. E isso foi fundamental para o penta.

Aos 22 minutos, Ronaldo recuperou uma bola que ele mesmo perdera e lançou para Rivaldo chutar de fora da área. Kahn, até então um paredão, falhou, soltando a bola nos pés de Ronaldo: 1 a 0. Mas 12 minutos e kleberson, como meia, rolou na área para Rivaldo, que fez o corta-luz e deixou a bola limpinha para Ronaldo fuzilar Kahn. O penta estava garantido. Foi só esperar o tempo passar para ver Cafu levantar a taça.

NÚMEROS DA COPA

Seleções participantes: 32

Jogos: 64

Gols: 161

Média de gols: 2,52 por jogo

Melhor ataque: Brasil, 18 gols

Artilheiro: Ronaldo, com 8 gols

Maior goleada: Alemanha 8 x 0 Arábia Saudita

Público total: 2.705.197

Média de público: 42.268 por jogo

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