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Grêmio promete monitorar torcidas rivais após ser punido

Diretor de futebol do clube gaúcho, Rui Costa, lamentou a sentença e disse que exigirá punição igual em casos parecidos no futebol

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MARCIO DOLZAN E RONALD LINCOLN JR.,
O Estado de S. Paulo

03 Setembro 2014 | 20h45

O diretor de futebol do Grêmio, Rui Costa, mostrou-se revoltado com a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) de excluir o clube gaúcho da Copa do Brasil. Após o julgamento desta quarta-feira, ele lamentou a sentença e disse que, a partir de agora, o clube irá monitorar todas as torcidas para exigir punição igual.

"Vou amanhã mesmo mobilizar todo meu departamento que acompanha jogos para que monitorem todos os jogos do Campeonato Brasileiro a partir de agora, principalmente daqueles que estão na nossa frente. Porque o tribunal vai ter que ter o mesmo procedimento que teve com o Grêmio: todo clube que tiver, seja por quatro ou cinco torcedores, uma atitude racista, vai ter que ser excluído da competição", disse Costa.

Um dos advogados que atuaram na defesa do Grêmio, Michel Assef Filho, também apontou esse precedente. "A partir desta decisão a gente sabe que a atitude de um torcedor, de uma minoria, de um, dois ou três torcedores, pode causar a exclusão de um clube de uma competição. Eu acho isso muito sério", avaliou.

Rui Costa procurou ter cuidado nas palavras, mas disse que a repercussão do caso influenciou na decisão do STJD. "Passei sete anos neste tribunal e nunca vi os auditores celebrando uma decisão. Saíram comemorando, se abraçando. Acho algo lamentável", afirmou o dirigente.

"É uma situação revoltante. É muito duro ver os auditores com uma sanha como a gente viu, (defendendo que) ''a torcida do Grêmio é racista''. A torcida do Grêmio não é racista. Pelo que eu vi aqui hoje (quarta) o problema social está resolvido. Exclui o Grêmio de uma competição e está resolvido o problema do racismo do País", concluiu Costa.

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