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Copa 2014

Greve do metrô pega em cheio desembarque de dirigentes da Fifa

Jamil Chade - O Estado de S. Paulo

05 Junho 2014 | 10h 13

Dirigentes da Fifa se surpreendem com trânsito de São Paulo

A greve do metrô em São Paulo pega em cheio a chegada de alguns dos principais cartolas da Fifa, que acabam de desembarcar na capital paulista para reuniões da entidade. Ao Estado, um exausto Michel Platini não escondia a surpresa. "Levei duas horas e meia do aeroporto ao hotel", declarou. O ex-craque francês e atual presidente da Uefa está hospedado no Hotel Hyatt.

Quem também não deixou de se queixar foi o vice-presidente da Fifa, Jim Boyce. "Foram três horas de trânsito nesta quinta-feira", declarou, balançando a cabeça. Jacques Anouma, presidente da Federação de Futebol da Costa do Marfim e membro do Comitê Executivo da Fifa, também era explícito sobre a situação em São Paulo. "Bem-vindo ao país do trânsito", disse.

Werther Santana/Estadão
Greve dos metroviários gera trânsito em São Paulo e pega dirigentes da Fifa de surpresa

Na preparação do Brasil para a Copa, um dos pontos principais alertados pelos organizadores era justamente a mobilidade urbana e a capacidade das cidades de acolher milhares de turistas. Nesta quinta-feira, em São Paulo, a Fifa mantém sua última reunião com a cúpula do Ministério dos Esportes e CBF para repassar todos os detalhes da preparação.

Uma das preocupações é justamente com o acesso aos estádios. A entidade teme que jogos comecem com parte das arquibancadas vazias por conta do problema de transporte nas cidades sedes. O governo anunciou mega investimentos em todas as doze cidades que receberão a Copa. Mas parte das obras não ficará prontas e outras sequer foram iniciadas.

GREVE

Os metroviários decidiram em assembleia na noite de quarta-feira pela paralisação "por tempo indeterminado". O sistema chegou a ser completamente paralisado por um curto período no início da manhã, mas duas das cinco linhas voltaram a funcionar, e as outras três linhas (1-azul, 2-verde e 3-vermelha) operam parcialmente, de acordo com o Metrô-SP.

O movimento foi iniciado pela reinvidicação dos funcionários para reajuste salarial de 35,47% (7,95% de inflação mais 25,5% de aumento real). A companhia propôs reajuste de 8,7%, que foi rejeitada pelo sindicato da categoria.

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