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Guarani paga parte de salários após renúncia de presidente

Estadão Conteúdo

04 Setembro 2014 | 19h 50

Com o dinheiro na conta dos jogadores, o risco de pedidos de dispensas da comissão técnica e do elenco diminui

Após a renúncia do presidente Álvaro Negrão com toda a diretoria do Guarani, ao menos uma notícia amenizou um pouco o clima de crise no estádio Brinco de Ouro. Graças à ajuda de alguns empresários, foi paga parte dos salários dos jogadores referente a julho, que estavam atrasados e já deixavam um clima de mal estar no elenco.

A notícia da garantia do pagamento chegou com o ex-vice-presidente do clube e candidato da oposição nas últimas eleições, Horley Senna. Segundo o conselheiro, este dinheiro vindo por meio de ajuda de empresários é uma conquista do clube, mas outra parte destes valores atrasados ainda precisa ser sanada.

Com o dinheiro na conta dos jogadores, o risco de pedidos de dispensas da comissão técnica e do elenco diminui. Ainda com Negrão na presidência, o técnico Vágner Benazzi tinha dado declarações de que deixaria o clube se os pagamentos não fossem realizados conforme o combinado.

Agora, alguns conselheiros buscam outros meios para conseguir o restante do dinheiro. A torcida chegou até a fazer uma "vaquinha", esperando a colaboração dos torcedores para tirar o time da difícil situação financeira.

NOVO PRESIDENTE NÃO SABE SE PERMANECE
Únicos remanescentes da gestão atual, o até então diretor jurídico Gustavo Tavares assume oficialmente a presidência e Luis Carreira Torres, membro do conselho, é o novo vice-presidente.

Os dois, porém, ainda não confirmam se continuarão no comando do clube. Em caso de desistência dos dois, assume interinamente por 30 dias o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Paulo Souza, e uma nova eleição será marcada.

A Assembleia de Sócios do dia 6 de outubro, que escolheria os novos membros da diretoria, está mantida, pelo menos enquanto Gustavo Tavares e Luis Carreira Torres seguirem em seus cargos. Em caso da necessidade de uma nova eleição para a presidência, o mais provável é que a assembleia seja adiada.