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Guarani quer anular leilão e brigar pelo estádio Brinco de Ouro

Torcida promete fazer uma vigília em frente à arena na quinta-feira

Estadão Conteúdo

31 Março 2015 | 18h29

A última segunda-feira foi decisiva na história do Guarani já que o estádio Brinco de Ouro, maior patrimônio da história do clube, foi arrematado em leilão pela Maxion Empreendimento Imobiliários, de Porto Alegre (RS), por R$ 105 milhões. O grupo tem até quarta-feira para fazer o pagamento, sendo que 30% - R$ 31,5 milhões -, serão pagos à vista. Apesar da sua delicada situação financeira, o Guarani promete recorrer da decisão.

O presidente do clube, Horley Senna, afirmou que vai brigar pelo Brinco de Ouro, além de embargar o leilão. Alega, inclusive, por não ter feito um edital específico para leilão. "Vamos embargar (o leilão). Não vamos ceder. O grupo (Maxion) não é daqui e não conhece nada de Guarani", disse o mandatário.

Por outro lado, a juíza Anna Claudia Torres Vianna, da 6.ª Vara do Trabalho de Campinas, garante que todo o processo será concluído e, em no máximo um ano, o terreno do Brinco de Ouro deixará de ser do Guarani. "Todos os trâmites burocráticos são um pouco demorados, mas em até um ano acredito que consigo terminar tudo", explicou.

O terreno do Brinco de Ouro possui uma área em torno de 80 mil metros quadrados e fica localizado no Bairro Jardim Proença, área nobre de Campinas. O estádio está penhorado desde 2011 por dívidas que, na época, ultrapassavam os R$ 50 milhões com a Justiça do Trabalho.

CLIMAS OPOSTOS

A drástica situação em que o Guarani chegou mobilizou os torcedores, que criaram um evento para tentar evitar o fim do Brinco de Ouro. A ideia dos bugrinos é se reunir nesta quinta-feira, quando o clube comemora 104 anos de existência, em frente ao estádio para fazer uma espécie de vigília e protestar pelo resultado do leilão.

Maior rival do Bugre, a Ponte Preta também entrou no assunto. A torcida da alvinegra, através das redes sociais, comemorou o possível fim do Brinco de Ouro com frases do tipo "o meu rival faliu". Alguns torcedores da Ponte, ainda em tom de gozação, discutem sobre uma possível "segunda caravana dos tijolos" para ajudar a retirar o entulho do estádio. Vale lembrar que a primeira caravana aconteceu para construir o Moisés Lucarelli na década de 1950.

A direção da Ponte Preta tem um projeto em andamento par a construção de uma moderna arena multiuso no local de seu antigo parque poliesportivo, que fica próximo à Rodovia Anhanguera. A construção tem início previsto para 2016, com término marcado para 2018. Depois disso, a área do estádio, que fica distante mil metros do Brinco de Ouro, será negociada. Como a frente do estádio está tombada pelo patrimônio cultural, somente ela será mantida em futura obra imobiliária.

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