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Copa 2014

Hulk: 'Espero continuar sendo convocado para defender a seleção'

Gonçalo Júnior - O Estado de S. Paulo

28 Dezembro 2012 | 10h 09

Presente nas últimas listas de Mano Menezes, atleta acredita que será lembrado por Felipão

SÃO PAULO - Hulk era um dos homens de confiança de Mano Menezes. Foi para a Olimpíada de Londres como um dos três jogadores acima de 23 anos, ao lado de Thiago Silva e Marcelo. Apesar da mudança da comissão técnica e a chegada de Felipão, o jogador de 26 anos não se sente ameaçado. "Estou fazendo um bom trabalho no meu clube e espero ser chamado nas próximas convocações. Não estou preocupado, apenas na expectativa."

Hulk terá de matar um leão por dia para continuar na vitrine: ele joga no Zenit, da Rússia, liga que não tem a mesma visibilidade de grandes torneios europeus. Além disso, enfrenta preconceito da torcida de seu clube, que divulgou um manifesto racista. Em entrevista ao Estado, conta como pretende driblar tudo isso.

Qual é a sua expectativa em relação à mudança da comissão técnica da seleção brasileira?

HULK - É a melhor possível. O Felipão é uma excelente pessoa. Tivemos um contato rápido quando eu estava no Porto. Além disso, todos que já trabalharam com ele só tem elogios.

Você foi para a Olimpíada como um dos três jogadores acima de 23 anos. Teme perder a condição de titular com a mudança de técnico na seleção?

HULK - Não tenho preocupação, apenas expectativa. A gente nunca sabe o que vai mudar. Estou fazendo um bom trabalho no meu clube, o Zenit, vinha como titular da seleção e espero continuar o trabalho. Estive presente nas últimas convocações e quero continuar ajudando.

O que vai mudar dentro de campo? Como você imagina que vá jogar o time do Felipão?

HULK - Não dá para saber. Cada treinador tem um estilo, mas as coisas vão ficar mais claras só a partir de fevereiro, na primeira convocação e no primeiro amistoso.

Como você vai fazer para se manter na vitrine atuando em uma liga que não tem muita visibilidade, como a liga russa?

HULK - As coisas mudaram nos últimos anos. Antigamente, era mais difícil ver um jogo do futebol russo, mas ficou tudo mais fácil com a internet. Além disso, algumas emissoras já transmitem o Campeonato Russo.

Como são esses jogos?

HULK - São bastante disputados, com a marcação sempre justa. A gente não tem espaço para jogar. É um futebol de força.

Por que esse futebol de força do Zenit não conseguiu se classificar para a próxima fase da Copa dos Campeões?

HULK -Faltou entrosamento. O ambiente ficou um pouco tumultuado porque não fui recebido como deveria. Isso prejudicou bastante.

Continua aquele boicote dos jogadores? Eles continuam enciumados com a sua contratação?

HULK - Nunca falaram nada para mim. Eles conversaram entre eles e a diretoria não gostou porque o assunto se tornou público. Mas isso já passou. Hoje, temos uma boa relação. Tudo foi superado. Não temos mais problemas. Se tivéssemos jogado todas as partidas como a última (vitória sobre o Milan, no Estádio San Siro), teríamos conseguido a vaga.

Como você encara o fato de sua transferência ter sido uma das maiores do mundo (cerca de R$ 157 milhões)?

HULK -Não posso dar muita importância. Tem o lado positivo, da valorização, mas também tem a pressão. A cobrança é maior. Tenho de ter os pés no chão e continuar trabalhando.

A torcida do Zenit divulgou um manifesto em que vetava negros e homossexuais no time. Você foi discriminado já que é considerado negro lá?

HULK - Não fiquei sabendo dessa notícia. Estou sabendo disso agora. Nunca fui discriminado. Fui muito bem recebido pela torcida, que sempre incentiva o time e joga junto com os atletas. Os estádios sempre estão lotados e nunca tive problemas.

Mas o que você pensa sobre esse posicionamento?

HULK - É desagradável. Temos de respeitar cada jogador e cada pessoa independentemente de sua nacionalidade e sua cor.

Você se desentendeu com o treinador também?

HULK - Foi uma reclamação normal de jogo. Estava de cabeça quente por causa das substituições, entre outros motivos. Ele (Luciano Spaletti) é uma excelente pessoa e foi um dos principais responsáveis pela minha contratação. Também está superado.

Suas respostas mostram que você está vivendo um momento de adaptação. Como você está se virando com o frio?

HULK - Ainda sinto alguma dificuldade. Em alguns dias, a temperatura chega a -12ºC. É muito difícil.

Quais as outras diferenças entre Campina Grande, sua terra natal, e São Petersburgo, a cidade do Zenit?

HULK - Não dá nem para comparar. São muito diferentes. São Petersburgo também é uma cidade muito bonita. Podemos visitar e passear em vários locais. Aqui, em Campina Grande, estão meus pais e minha família e o calor chega a 40ºC.

Quais seus planos para 2013?

HULK - Quero fazer história no Zenit. Quero estar bem física e mentalmente para aproveitar as chances e ficar perto da seleção.

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