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Copa 2014

Hulk tem a missão de 'agredir' os alemães em Belo Horizonte

Robson Morelli - enviado especial a Belo Horizonte - O Estado de S. Paulo

08 Julho 2014 | 05h 00

Hulk terá mais liberdade tática no Mineirão, nesta terça-feira. O 'fortão' do Brasil se transforma na melhor opção ofensiva de Felipão

Na principal rua de acesso à Granja Comary, em Teresópolis, em frente a um restaurante, há a figura imponente de Hulk, todo verde, calça rasgada e camisa da seleção brasileira. Não há um só torcedor ou morador da cidade que passe indiferente pelo grandalhão. Virou atração turística, da mesma forma que o jogador chama a atenção dos torcedores na Copa.

Hulk é um dos mais ovacionados nas apresentações dos times nos estádios. Perde em carisma apenas para Neymar e David Luiz - e também para Felipão. Sem Neymar, nosso super-herói brasileiro de carne e osso, o Brasil precisa muito de seu camisa 7. O apelo é para que Hulk "desencante" neste Mundial e balance a rede, já que tem feito boas apresentações, tanto com seu envolvimento defensivo e tático quanto nas jogadas em que limpa para chutar. O que falta é acertar o gol.

Contra Chile e Colômbia, Hulk abriu espaço entre os marcadores. Teve boa movimentação, mas também tirou o torcedor do sério com arremates quase sempre tortos para fora, quando não nas mãos dos goleiros rivais. Com a ausência de Neymar e com Fred passivo entre os marcadores, Hulk se torna a maior esperança de Felipão para 'agredir' os alemães nesta terça-feira.

Vanderlei Almeida/AFP Photo
Scolari espera que Hulk consiga abrir caminhos na defesa alemã

Ele terá outra função nesse jogo de semifinal em Minas Gerais. Estará mais livre, porque a defesa brasileira terá mais cobertura, caso o treinador confirme o time com três volantes: Luiz Gustavo, Fernandinho e Paulinho. De modo que Hulk terá liberdade para atacar sem se preocupar, como vinha fazendo até então, em voltar rapidamente para recompor e fechar o setor direito.

Felipão o quer menos aberto pelas pontas. Sua função diante dos grandalhões da Alemanha, que Hulk não teme, será correr na diagonal, fechando pelo meio, e, assim, dar passagem para os laterais nas suas costas.

Hulk participou de quatro das cinco partidas do Brasil na Copa. Não enfrentou o México por sentir uma fisgada na coxa esquerda. Pediu para não jogar mesmo a contragosto de Felipão. Pelas estatísticas da Fifa, tem dez jogadas individuais até a área. E já deu 14 chutes a gol, mesmo número do alemão Thomas Müller, que marcou quatro gols na competição - essa é a diferença entre os dois, já que o atacante brasileiro só acertou a rede pelo lado de fora. Comparado ao grandalhão da Alemanha, Hulk roubou o mesmo número de bolas, sete, e corre no mesmo passo que o oponente, a uma velocidade de 19,2 km/h.

As semelhanças, no entanto, param por aí. Müller tem se insinuado mais perigosamente que o 'fortão' de Teresópolis e do Brasil, embora também se preocupe menos em ajudar na marcação do time de Joachim Löw.

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