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Ídolo do Palmeiras, Arce assume como novo técnico do Olímpia

Revelado pelo Cerro Porteño, ele irá comandar o maior rival

O Estado de S.Paulo

17 Março 2015 | 16h55

 Ídolo das torcidas de Palmeiras e Grêmio, o paraguaio Francisco Javier Arce foi anunciado hoje como novo treinador do Olímpia, conhecido como o 'Rey de Copas' e maior clube do país e maior vencedor de títulos paraguaios com 39 taças, mas que nos últimos 15 anos conquistou apenas uma edição do Campeonato Paraguaio – o torneio clausura, em 2011. Além das taças nacionais, o Olímpia é tricampeão da Copa Libertadores. 

Ele foi apresentado pelo presidente Marcos Trovato. Chiqui Arce, como é conhecido o ex-lateral-direito, ao Olímpia causou surpresa no país que abriga a sede da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Isso porque Arce foi revelado pelo arquirrival Cerro Porteño, em 1990, e ficou no clube até 1994, quando se transferiu para o Grêmio. 

Como treinador, comandou o Cerro Porteño há dois anos, quando foi campeão paraguaio invicto em 2013. No ano passado, levou o time às oitavas de final da Libertadores, mas acabou eliminado pelo Cruzeiro. Após a Copa do Mundo, Arce resolveu não assumir nenhum clube, apesar de ter recebido algumas propostas.

“Quero agradecer o presidente Trovato e toda a diretoria do Olímpia que confiou no meu trabalho. É realmente uma proposta diferente e interessante. Sabemos do tamanho da responsabilidade e da história do clube” disse Arce na sua apresentação. “O nosso objetivo é recuperar a hegemonia no Paraguai e garantir uma vaga para a Libertadores do ano que vem” prometeu o novo treinador do clube.

Carreira. Arce encerrou sua carreira como jogador de futebol em 2005 e em 2008 iniciou seu trabalho como treinador. Seu primeiro clube foi o Rubiu Ñu, que na época era presidido por seu amigo, o também ex-jogador Carlos Gamarra. Ele permaneceu mais de três anos no pequeno clube de Asunción e conquistou o título da segunda divisão do país. 

Após a Copa de 2010, Arce assumiu a seleção paraguaia. Após apenas 12 jogos, foi demitido pela federação de futebol do país – ele tinha 63% de aproveitamento, mas nas eliminatórias para a Copa de 2014 perdeu três jogos em cinco disputados. 

Depois da demissão, Arce assumiu o Cerro Porteño, onde permaneceu por duas temporadas. Ele vai estrear no comando do Olímpia na quinta-feira, 19 de março, contra o Sportivo Luqueño, pelo Campeonato Paraguaio. O clube está mal no torneio, possui apenas 8 pontos e ocupa a 9.ª colocação na tabela, com duas vitórias, dois empates e quatro derrotas. 

Ídolo no Brasil. Arce é ídolo de duas torcidas no Brasil – as de Grêmio e Palmeiras. E nos dois clubes teve como treinador Luiz Felipe Scolari. Como jogador, ele defendeu o clube gaúcho em 134 jogos entre 1995 e 1997, e conquistou dois campeonatos gaúchos (1995 e 1996), uma Libertadores da América (1995), uma Recopa Sul-Americana (1996), um Campeonato Brasileiro (1996) e uma Copa do Brasil (1997). O paraguaio marcou 25 gols no Tricolor.

Mas foi o clube que Arce mais defendeu em sua carreira. Pelo Alviverde, Arce disputou 242 partidas, marcou 57 gols e conquistou mais um bom número de títulos: Copa do Brasil (1998), Copa Mercosul (1998), Copa Libertadores (1999), Copa dos Campeões (2000) e ainda o Torneio Rio-São Paulo (2000). 

Uma das maiores lembranças da torcida palmeirense é o gol de Arce na vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro na decisão da Copa Mercosul de 1998. Além de Felipão, no Palmeiras Arce foi treinado por Marco Aurélio, Celso Roth, Márcio Araújo, Vanderlei Luxemburgo, Murtosa e Levir Culpi. Ele deixou o clube no início de 2003 e foi jogar no Gamba Osaka, do Japão. 

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