Reprodução / Corriere dello Sport
Reprodução / Corriere dello Sport

Imprensa italiana classifica eliminação da seleção antes da Copa como "tragédia mundial"

Técnico e dirigentes são os mais criticados, embora jogadores não sejam esquecidos

Estadão Conteúdo

14 Novembro 2017 | 11h01

Não poderia deixar de ser diferente: a repercussão da eliminação da seleção italiana da Copa do Mundo para a Suécia na repescagem foi extremamente negativa. Jornais classificaram a eliminação como "vergonha" e "desastre", pediram a saída de todos e falaram em trabalhar para se recuperar do vexame. Colunistas em diversas publicações concordaram sobre a necessidade de se realizar mudanças na federação local.

+ Buffon chora ausência da Itália de Copa e se despede da seleção

+ Antero Greco: Tragédia italiana (anunciada)

Quem pegou mais pesado foi o Corriere dello Sport. O jornal estampou em sua capa "Fora todos", ressaltando que a seleção italiana ficou fora de um Mundial pela primeira vez em 60 anos e que o técnico Gianpiero Ventura deve sair do comando da equipe, mas não será o único (jogadores veteranos como Buffon e De Rossi já anunciaram aposentadoria da equipe nacional). Em seu site, a publicação já projeta a seleção que deve buscar a classificação para a Copa de 2022.

O Il Tiempo publicou uma foto de uma pá, dizendo que a seleção deve "ir trabalhar" para se reconstruir, definindo este como o ano zero da tetracampeã mundial. O jornal também escreveu que a esquadra é "branda" e que a partida contra a Suécia foi uma agonia.

Com uma foto de Buffon, a Gazzetta dello Sport ressalta o "fim" do goleiro e as lágrimas do titular na Copa de 2006, além das palavras do técnico Ventura, que não se demitiu após a eliminação, dizendo antes ser necessário falar com o presidente da federação italiana, Carlo Tavecchio.

Fora da Itália, os jornais ingleses The Guardian, Daily Mail e o espanhol Sport destacam a discussão entre De Rossi e Ventura durante a partida. Ao ser chamado para entrar em uma substituição, o volante questionou o treinador sobre a escolha, dizendo que o time precisava ir para frente e ganhar, não empatar, e apontou para o atacante Insigne. Ventura não colocou Insigne e nem De Rossi e as substituições do treinador, que escolheu três atacantes, não surtiram efeito.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.